Polícia investiga se pai agrediu bebê de 1 ano outras vezes em Arapiraca
Parentes serão ouvidos para saber se houve omissão por parte deles em não denunciar os casos
Parentes do bebê de 1 ano que foi espancado e asfixiado pelo próprio pai, nessa terça-feira (3), em Arapiraca, serão ouvidos nos próximos dias. José Fábio Lima, de 25 anos, também é suspeito de agredir a criança outras vezes. A polícia agora quer saber se houve omissão dos familiares. A criança, por sua vez, segue internada em estado grave, sem alteração no quadro de saúde.
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"Informações extraoficiais colhidas e colocadas no inquérito policial informam que essas agressões já ocorriam de forma reiterada, inclusive vamos ouvir parentes também para saber se houve omissão da parte deles em não comunicar esses fatos tanto ao conselho tutelar quando à delegacia de polícia", afirmou o delegado Fernando Lustosa.
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Uma parente da criança, que não quis se identificar, confirmou as agressões em reportagem àTV Gazeta. Ela também falou sobre o caso do espancamento e pediu justiça.
"Ele se irritou com o choro do menino, pegou no pescoço dele e apertou. Deu um murro nas costas do menino, na barriga. Deu um chute que ele foi parar na parede, foi o que eu fiquei sabendo. Isso não se faz com uma criança, não. Criança é inocente, é um anjinho. E eu quero que a justiça seja feita, que ele pague por tudo que fez com essa criança, por tudo. Ele fez (agrediu) outras vezes, só que falou que iria mudar", disse.


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Segundo o delegado, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar socorro e, quando percebeu que se tratava de uma agressão, chamou a polícia.
"Tomamos conhecimento, através de informações do hospital, que, na verdade, houve asfixia, que a criança tinha sido asfixiada pelo seu genitor, dentro da sua residência, e, por isso, que ela estava em estado tão grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), entubada e realizando exames neurológicos", conta.
Durante o depoimento prestado após a prisão em flagrante, o pai confessou ter agredido o próprio filho. Ele relatou que filho chorava muito e, por isso, perdeu a razão.
"Ele confirmou que tinha agredido a criança e que tinha passado por problemas familiares, com a esposa, inclusive. Também por problemas de ordem financeira e que teria perdido a cabeça, segundo ele. Obviamente, algo que não se justifica, porque estamos falando de um bebê de 1 ano de idade, que não tem condições nenhuma de se defender", ressalta o delegado.
Nessa quarta-feira (4), José Fábio passou pela audiência de custódia, onde teve a prisão preventiva decretada. Ele vai responder por tentativa de homicídio qualificado. Se condenado, o pai pode pegar até 30 anos de reclusão.
