Operação da PF prende diretoras do HGE e do Hospital de Emergência do Agreste
Marta Celeste e Regiluce Santos foram apontadas como parte do esquema milionário que desviou recursos públicos da saúde de Alagoas
As diretoras do Hospital Geral do Estado (HGE) e do Hospital de Emergência do Agreste Dr. Daniel Houly foram presas durante a operação Florence Dama da Lâmpada, deflagrada na manhã desta quarta-feira (11), pela Polícia Federal (PF), Controladoria Geral da União (CGU) e Ministério Público Federal (MPF). Até o momento, dos 16 mandados de prisão expedidos, 14 foram cumpridos. Os dois últimos devem se apresentar à polícia até sexta-feira (13), já que estão fora do Brasil.
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Uma das médicas presas é a Marta Celeste, que é a atual diretora do HGE. Uma outra, conforme a PF, é Regiluce Santos Silva, diretora da Unidade de saúde do Agreste e cunhada do deputado estadual Ricardo Nezinho (MDB). Ambas estão na sede da PF, no bairro de Jaraguá, em Maceió, onde prestam depoimentos e permanecem presas preventivamente. "A partir das investigações abriu-se um mar de provas que comprovam o esquema, e todos os desvios", concluiu o delegado.
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O esquema descoberto, estimado em R$ 30 milhões, funcionava na Secretaria de Saúde do governo Renan Filho, comandada atualmente pelo secretário Alexandre Ayres. De acordo com o delegado da PF, Jorge Eduardo Ferreira de Oliveira, os alvos são médicos, diretores de hospitais e servidores públicos. "São pessoas públicas que circulam em diversos ambientes no Estado de Alagoas", informou.
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A filha do vice-governador de Alagoas, Lívia Barbosa de Almeida Margallo, e o genro dele, Pedro Silva Margallo, foram presos durante a operação. Eles são sócios de uma empresa chamada LP, que foi contratada pelo governo Renan Filho (MDB) para prestar serviços de Saúde. A PF descobriu troca de e-mails e transferências bancárias para a conta da empresa de Lívia, em nome do instituto alvo da investigação.

Segundo o delegado Jorge Eduardo Ferreira de Oliveira, da PF, Lívia e o marido Pedro trocavam e-mails. Através dessas trocas de mensagens que foram interceptadas pela polícia, descobriu-se que o termo de referência para contratação sugere vantagem para facilitar a transação.

O procurador do Ministério Público Federal (MPF), Marcelo Jatobá, explicou que o Instituto de Ortopedia de Alagoas (Iortal) foi criado especificamente para prestar serviços para o Hospital Geral do Estado (HGE) e o Hospital de Emergência do Agreste (HEA). A investigação, no entanto, apontou que, antes mesmo de o CNPJ ser validado, a entidade já estava recebendo por procedimentos feitos para estes hospitais.
