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MPF defende manutenção da prisão de suspeitos em esquema milionário na Sesau

Polícia Federal investigou dezesseis envolvidos em fraudes; Justiça deve decidir situação de investigados

O Ministério Público Federal (MPF) posicionou-se pela manutenção da custódia preventiva do servidor público Fábio Luiz Gomes dos Santos e dos principais controladores do Iortal/Arafix - Gustavo Francisco Vasconcelos Nascimento e Luciene Araújo Silva, suspeitos de integrar uma fraude na Secretaria de Saúde do governo Renan Filho que pode chegar a R$ 30 milhões. Conforme a Polícia Federal, eles tiveram um papel central no esquema criminoso.

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No parecer enviado à Justiça Federal, o órgão ministerial alega que "encontrou risco da realização de atos de lavagem de capitais pelos investigados".  O esquema ocorria na gestão do governador Renan Filho (MDB), a partir de contratos fraudulentos que envolviam a empresa LP, da filha do vice-governador Luciano Barbosa e o Instituto de Ortopedia de Alagoas (IORTAL), responsável pelo fornecimento de próteses e órteses aos maiores hospitais de Alagoas.

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Ainda segundo o MPF, o órgão não se opõe a soltura dos envolvidos, desde que os suspeitos não retornem ao exercício da atividade econômica que envolva o emprego de dinheiro público, inclusive do Sistema Único de Saúde (SUS). O parecer se refere aos casos de Cristiane Araújo - esposa do médico Gustavo Francisco; Lívia Barbosa de Almeida Margallo e o marido Pedro da Silva Margallo, filha e genro do vice-governador Luciano Barbosa (MDB), além de Carlos Alberto Correia Braga Júnior, Rachel Vasconcelos Nascimento e Merentino Francisco Moraes do Nascimento.

Ainda no parecer, o MPF destacou que os servidores comissionados - que foram detidos na operação realizada na quarta-feira (11) -, devem ficar afastados dos cargos. O órgão disse, ainda, que como alguns são comissionados eles podem ser exonerados a qualquer momento pelo governo Renan Filho e Sesau. A investigação da Polícia Federal apontou que os servidores tinham um papel central no esquema, fazendo "vista grossa" para as fraudes que eram cometidas com recursos públicos.

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"Enquanto mantiverem seus vínculos públicos (os comissionados podem ser exonerados a qualquer tempo, a critério da Administração Pública), aqueles agentes devem permanecer afastados do exercício de funções de direção e de qualquer contato com processos de contratação e/ou pagamento", explica a assessoria do MPF, referindo-se a Geane Marinho da Silva, Henrique Dartagnan de Cerqueira Barros, Regiluce Santos Silva, Verônica Maria de Oliveira Leite, Noélia Nunes da Costa, Janaína de Fátima da Silva Marinho e Marta Celeste Silva de Oliveira.

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