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Padrasto do menino Danilo é preso suspeito de cometer vários crimes em Arapiraca

Tentativa de homicídio, estupro de vulnerável, lesão corporal, cárcere e sequestro haviam sido praticados em 2010

O padrasto do menino Danilo Almeida, morto a facadas no bairro do Clima Bom, no mês passado, foi preso, na tarde dessa quinta-feira (7), suspeito de ter praticado diversos crimes contra a ex-esposa e a enteada no ano de 2010. Dentre os delitos apontados pela investigação contra José Roberto estão tentativa de homicídio, estupro de vulnerável, lesão corporal, cárcere privado e sequestro, cometidos no município de Arapiraca.

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José Roberto foi preso em cumprimento de uma mandado de prisão preventiva, expedido pelo juiz Alexandre Machado, do Juizado de Violência Doméstica Contra a Mulher de Arapiraca.

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Segundo informações repassadas pelaTV Gazeta, durante as investigações da comissão que apura a morte do menino Danilo, chegou ao conhecimento da equipe de delegados a informação de que José Roberto teria abusado sexualmente da enteada, à época, com 11 anos. Após os abusos, ele teria fugido da cidade de Arapiraca. No entanto, o suspeito foi reconhecido por testemunhas, depois da repercussão e a divulgação da imagem dele no caso da criança morta.

Segundo relatos de testemunhas à polícia, a ex-esposa do suspeito e a enteada foram mantidas em cárcere privado durante 8 anos - entre os anos de 2002 e 2010 -, onde eram agredidas fisicamente. Além disso, a enteada só passou a frequentar a escola depois da intervenção do Conselho Tutelar da região.

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No período em que morou em Arapiraca, José Roberto também tinha uma oficina de bicicleta e obrigava a enteada a trabalhar em regime escravo. Conforme a polícia, testemunhas chegaram a flagrar o suspeito acariciando e beijando a enteada dentro da oficina.

De acordo com a PC, mãe e filha só conseguiram fugir do suspeito porque foram socorridas por vizinhos e receberam abrigo até serem resgatadas por um familiar.

Durante depoimento prestado após ser preso, o suspeito confirmou que manteve o relacionamento com a mulher, mas negou que tenha praticado todos os crimes. Ele foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro de Bebedouro, para a realização dos procedimentos cabíveis.

Investigação da morte 
A comissão composta pelos delegados Bruno Emílio, Eduardo Mero Thiago Prado e Fábio Costa, que começou a investigar o caso da morte do menino Danilo, após a denúncia da suposta agressão sofrida pela mãe da criança, informou que não pode antecipar o resultado das investigações acerca do homicídio ocorrido no mês de outubro, mas adiantou que o caso está avançado e caminha para a conclusão. 

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