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Polícia ouve piloto de helicóptero de Fernando Iggnácio

Esposa de contraventor, que conseguiu escapar do crime, será ouvida nos próximos dias.

A Polícia Civil já ouviu o piloto do helicóptero utilizado por Fernando Iggnácio, genro de Castor de Andrade, assassinado terça-feira (10) na Zona Oeste do Rio no estacionamento de um heliponto após voltar de uma viagem a Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro.

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Fontes ligadas à investigação, conduzida pela Delegacia de Homicídios da Capital, afirmaram ao G1 que a esposa de Iggnácio, Carmem Lúcia, será ouvida nos próximos dias.

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Segundo testemunhas, Carmem Lúcia de Andrade Iggnácio, mulher do contraventor chegou a desembarcar da aeronave, mas, quando ouviu os tiros, voltou correndo para o helicóptero.

A polícia investiga as possíveis rotas de fuga do caso e se quem atirou contra Fernando Iggnácio esperou durante horas no terreno próximo ao estacionamento do heliponto, onde o contraventor costumava deixar seu veículo.

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O corpo do bicheiro foi enterrado na tarde de quarta-feira (11) no Cemitério de Sulacap, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A cerimônia aconteceu por volta das 15h e foi antecipada a pedido dos familiares do contraventor. Iggnácio foi assassinado na tarde de terça-feira (10) ao voltar de uma viagem a Angra dos Reis, na Costa Verde.

Executado no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste, o bicheiro foi vítima de uma emboscada e atingido por pelo menos cinco tiros de fuzil.

A execução ocorreu no momento em que ele caminhava em direção ao carro, que estava no estacionamento da empresa de táxi aéreo Heli Rio.

Fontes ligadas à investigação afirmam que o bicheiro tinha o costume de descer do helicóptero, buscar o carro no estacionamento e depois encontrar a esposa - um trecho que a pé tem cerca de 100 metros.

Em seguida, a aeronave decolou de novo e pousou em um condomínio. Imagens feitas pouco antes do crime mostram o helicóptero ainda ligado no terreno.

Investigação

A Divisão de Homicídios da Capital continua ouvindo testemunhas do assassinato. Nos últimos anos, a família protagonizou uma guerra com dezenas de mortes pelo controle do jogo do bicho.

Por enquanto, nenhuma linha de investigação está descartada, já que Fernando Iggnácio era considerado "um homem com muitos inimigos".

O que a polícia já sabe até o momento é que a arma usada no crime foi um fuzil calibre 762 e os disparos foram feitos a uma distância de menos de 5 metros.

Agora os investigadores estão tentando entender por que o contraventor, que costumava andar com oito seguranças, estava sozinho.

Após o crime, agentes recolheram cápsulas do fuzil. Além disso, imagens de câmeras de segurança do heliporto onde Iggnácio desembarcou vindo de Angra e da rua próximo ao local foram recolhidas pelos policiais. Um HD com imagens de 64 câmeras será analisado.

O carro do contraventor também foi apreendido e passará por uma perícia. Era possível contar pelo menos seis marcas de tiros na lataria.

Os disparos feitos contra Iggnácio atingiram uma janela da empresa de táxi aéreo, mas nenhum funcionário foi ferido.

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