Cabo Gonçalves voltou a Maceió para registrar filho e foi morto, diz testemunha
Ana Maria Valença e Álvaro Vasconcelos já foram ouvidos no julgamento do ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante e seu irmão
A irmã do cabo Gonçalves, morto em maio de 1996, durante inquirição do advogado Givan Lisboa, que defende o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante e Marcos Antônio Cavalcante, em júri nesta quinta-feira (22), no Fórum do Barro Duro, em Maceió, disse que só veio para Maceió para registrar um filho, quando foi assassinado.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

"À época da morte, Gonçalves estava morando no Rio Grande do Norte, mas veio a Maceió para registrar o filho dele que tinha nascido lá. O menino já tinha mais de um ano e ele não queria registrar lá", disse Ana Maria Valença, acrescentando que a criança foi registrada no dia 8 e Gonçalves foi morto dia 9.
Leia também
Nos autos da morte do irmão, conforme o relato da irmã do cabo Gonçalves, foi tramada em uma fazenda do Antonio Albuquerque. "O Cavalcante estava presente na reunião", afirmou.
O crime teria sido encomendado porque a vítima, anos antes, teria se negado a cometer um assassinato. Até hoje, anos depois, ninguém foi condenado.


"Vamos para a rua", convoca Lula ao pedir mobilização contra "retrocesso" no país

Incêndio destrói borracharia durante a madrugada em Palmeira dos Índios

Alfredo Gaspar celebra arquivamento no STF: "A verdade e a justiça chegaram"

Após derrota para JHC, Renan Filho reassume mandato e provoca críticos da escala 6x1
SEGUNDA TESTEMUNHA
Álvaro Vasconcelos, empresário, foi o segundo a testemunhar. Ele disse que "não tinha conhecimento de que o posto tinha sido lavado depois do crime" e que "o posto não abastecia para a Assembleia Legislativa do Estado (ALE) de Alagoas", acrescentando que "no estabelecimento não tinha câmera porque, àquela época, não era uma coisa necessária".
Durante o depoimento, o empresário disse que não conhecia o cabo Gonçalves. "Só tinha visto ele pelo jornal". Após o depoimento de Álvaro Vasconcelos, o juiz Sóstenes Alex fez uma pausa de 15 minutos.
