Fecomércio lamenta novo decreto do governo de AL e prevê prejuízo de R$ 1,6 bi
Entidade defende que governo do Estado encontre um equilíbrio entre os interesses econômicos e sociais
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) lamentou a decisão do governador Renan Filho (MDB) de prorrogar, até o dia 20 de abril, a paralisação das atividades comerciais em Alagoas. Segundo a entidade, com o novo decreto, o prejuízo acumulado será de R$ 1,6 bilhão nas atividades do Comércio e de Serviços no estado.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Apesar de reconhecer o momento difícil pelo qual o Brasil e todo o mundo enfrentam no combate ao coronavírus, a entidade defende que o Estado encontre um equilíbrio entre os interesses econômicos e sociais.
Leia também
Um levantamento da assessoria econômica da Fecomércio aponta que, excluindo serviços essenciais não afetados com a suspensão, tais como eletricidade, água, gás, esgoto, alimentação e serviços de Saúde privados, estima-se uma perda diária de R$ 53 milhões nas atividades do Comércio e de Serviços. Com a prorrogação até o dia 20 de abril, o prejuízo acumulado será de R$ 1,6 bilhão.
Conforme a Fecomércio, o setor terciário (Comércio e Serviços) representa, em Alagoas, 49% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo responsável por empregar 66% dos trabalhadores celetistas e por 83,33% dos empreendimentos existentes, respondendo por 44% da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Estado.


Jovem é encontrado morto em terreno baldio no bairro Cleto Marques

Defensoria cobra solução para atrasos na coleta de lixo em Maceió

Operação prende 9 suspeitos e influenciador PTK em Alagoas

Enem 2026: Inscrições encerram nessa sexta-feira
"Com uma participação tão ativa na economia, não há dúvidas de que uma paralisação massiva, embora voltada a um bem maior, afeta os negócios e prenuncia uma recessão. Por isso, desde a publicação do Decreto Legislativo nº 6, no dia 20 de março, a Fecomércio posiciona-se frente ao governo contra a prorrogação do não funcionamento das empresas", diz trecho da nota enviada à imprensa.

O Community Mobility Reports (Relatório de Mobilidade da Comunidade), do Google, revela que, em Alagoas, houve queda de 77% nas vendas e consumo por lazer; 79% nos estacionamentos; 76% nas linhas de ônibus; e 35% no ambiente de trabalho. Apenas o consumo residencial registrou aumento (17%).
"Embora os dados sejam sobre mobilidade urbana, refletem queda de consumo também, pois, se as pessoas não podem circular nesses locais, deixam de movimentar a economia nestes ambientes", pontua.
A entidade afirma que, em contrapartida, as empresas continuam com compromissos financeiros a honrar e, embora medidas trabalhistas tenham sido anunciadas pelo governo Federal, assim como normas tributárias nas esferas federal, estadual e municipal, tais iniciativas não serão suficientes para equilibrar as contas face ao desaquecimento de suas atividades. Como consequência, o desemprego, que já alcança 13,6% dos alagoanos, certamente aumentará.
