Em nota, militares condenam ataque de Renan Filho a jornalista: 'covarde'
Entidades dizem que governador tem caráter revanchista, faz gestão autoritária e não tem capacidade para o contraditório
Pouco mais de uma semana após o governador Renan Filho (MDB) atacar o jornalista Arnaldo Ferreira, daGazeta de Alagoas, durante uma entrevista coletiva no Palácio República dos Palmares, o assunto ainda repercute. Agora, foi a vez do Movimento Unificado dos Militares de Alagoas reagir contra a atitude, classificada como 'covarde'.
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As entidades que assinam o texto dizem que o governador tem caráter revanchista, faz uma gestão autoritária e sem capacidade para o contraditório. Elas ainda destacam que Renan Filho agiu de maneira insana e descabida ao responder com agressões pessoais e colocando em xeque o profissionalismo do comunicador.
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A nota também ressalta que o tempo se passou sem que o governador se retratasse publicamente, "reforçando a política de desprestígio e desvalorização adotada pela gestão Renan Calheiros Filho contra os trabalhadores honestos do Estado". As associações também acreditam que o ataque ao profissional é uma clara afronta à liberdade de imprensa.
O texto de repúdio é assinado por cinco presidentes de entidades: sargento Gedson Ataíde, presidente da Assmal [Associação dos Subtenentes e Sargentos Militares de Alagoas]; sargento Wellington Silva, presidente da ACS/AL [Associação dos Cabos e Soldados de Alagoas]; major Alberto, presidente da Caixa Beneficente; tenente Máximo, presidente da UPM [União dos Policiais Militares]; e sargento Wagner Simas, presidente da Aspra/AL [Associação das Praças da PM e Corpo de Bombeiros de Alagoas].


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DESPROMOÇÕES
Os militares ingressaram com um recurso no Tribunal de Justiça (TJ) de Alagoas, para tentar revogar a decisão do presidente da Corte, Tutmés Airan, que suspendeu as promoções requeridas à Justiça e que foram concedidas em 1º Grau. "Os militares de Alagoas também estão com seus direitos vilipendiados pela atual gestão estadual. Em uma clara articulação com o Poder Judiciário, o governador tenta retirar da tropa a única garantia de progredir na carreira militar", destaca a nota.
O presidente da ACS, sargento Wellington, disse que as entidades aguardam a análise do instrumento jurídico pelo Pleno do TJ, para, então, decidir quais os próximos passos da mobilização.
Confira a nota na íntegra:
MOVIMENTO UNIFICADO DOS MILITARES DE ALAGOAS
NOTA DE REPÚDIO AO GOVERNO RENAN CALHEIROS FILHO
As entidades que, juntas, compõem o Movimento Unificado dos Militares do Estado de Alagoas vêm a público repudiar o ataque covarde do governador Renan Calheiros Filho contra o jornalista Arnaldo Ferreira, profissional que goza do respeito dos colegas do batente e de vários segmentos da sociedade, inclusive da classe política, da qual o chefe do Executivo estadual faz parte.
Uma semana se passou desde que o ato insano direcionado ao comunicador aconteceu e não se viu qualquer sinal de retratação pública por parte do governador, reforçando a política de desprestígio e desvalorização adotada pela gestão Renan Calheiros Filho contra os trabalhadores honestos do Estado.
As associações que subscrevem esta nota classificam a atitude do atual governador como descabida e isolada, evidenciando o caráter revanchista de um gestor munido no puro autoritarismo e que não tem a capacidade para o contraditório.
O ataque contra Arnaldo Ferreira mostra ausência de civismo e caracteriza ofensa extensiva a todos os profissionais de comunicação de Alagoas, que, no exercício pleno da profissão, são alvos de uma série de agressões verbais e constrangimentos públicos por quem deveria ser o exemplo de defesa da democracia.
As entidades militares subscritas consideram a recente agressão ao profissional como uma afronta à liberdade de imprensa.
Assim como os comunicadores foram atacados, os militares de Alagoas também estão com seus direitos vilipendiados pela atual gestão estadual. Em uma clara articulação com o Poder Judiciário, o governador tenta retirar da tropa a única garantia de progredir na carreira militar.
Como o governo descumpre a lei, agora tenta sepultá-la de vez ao impedir que policiais e bombeiros busquem na Justiça o direito da promoção. Baseada em argumentos mentirosos do governo, a recente decisão do presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Tutmés Airan, anulando os processos de progressão decididos em 1º Grau, é uma afronta à classe militar, que está unida para combater esta anomalia jurídica.
Sargento Gedson Ataíde, presidente da Assmal
Sargento Wellington Silva, presidente da ACS/AL
Major Alberto, presidente da Caixa Beneficente
Tenente Máximo, presidente da UPM
Sargento Wagner Simas, presidente da Aspra/AL
