Secretário reforça contradição de Renan Filho e confirma R$ 45 mi para hospital
Governador chegou a dizer para imprensa que estava investindo apenas recursos estaduais, mas extratos o desmentem
O secretário de Saúde de Alagoas, Alexandre Ayres, reforçou a contradição do governador Renan Filho (MDB)denunciada pela Gazetawebe confirmou os R$ 45 milhões em recursos federais destinados para o Hospital Metropolitano, mas que, estranhamente, não estão sendo utilizados pelo Estado, mesmo estando disponível desde o ano de 2017.
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A unidade hospital está sendo construída com recursos 'desviado' do Fundo de Combate à Pobreza (Fecoep). Alexandre Ayres falou sobre os recursos durante a prestação de contas a Assembleia Legislativa (ALE) nesta segunda-feira (09).
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Ao anunciar mais um prazo paras as obras atrasadas da unidade hospitalar, no mês passado, o governador alardeou que estava "bancando tudo porque não teve apoio para as obras". Contudo, documentos da Caixa e do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) mostram o contrário e, portanto, desmentem a versão apresentada por Renan Filho na entrevista à imprensa.

Segundo o secretário de Renan Filho, "os R$ 45 milhões estão na conta do governo e vamos ampliar a capacidade do hospital Metropolitano. Ainda esse ano vamos realizar uma licitação e estamos esperando somente a autorização da caixa econômica". Ele também falou que o dinheiro não retornou a Brasilia e deve ser utilizado. A reveladora fala de Ayres mostra que Renan Filho omitiu detalhes à imprensa alagoana sobre aporte de recursos na obra do hospital.


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O extrato da Caixa a que a Gazetaweb teve acesso revela que o Estado já poderia contar, desde 2017, com R$ 45.656.187,00 para essa mesma obra. Como o governo estadual, até hoje, não saneou o processo, a cláusula suspensiva é acionada, apontando problemas de projetos, licenciamento ambiental e de titularidade.
O valor está empenhado pelo Ministério da Saúde em favor do Estado, que, estranhamente, não priorizou a habilitação para utilizá-lo. Em meio as contradições, Renan Filho também não revelou que os recursos utilizados até agora na futura unidade hospitalar são parte dos 30% que vem retirando do Fundo de Combate à Pobreza (Fecoep), mas que estão sendo desviados de sua finalidade original.
