Em editoral, Gazeta defende que Renan Filho invista na qualificação de jovens
Dados do IBGE mostram que o desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos alcança quase 34%, superando a média nacional e sendo uma das maiores do Brasil
"Um bom emprego pode mudar a vida de uma pessoa, e os empregos certos podem transformar sociedades inteiras. Os governos precisam colocar o emprego no foco central para promover a prosperidade e combater a pobreza. É fundamental que eles desenvolvam um bom trabalho com o setor privado, responsável por 90% da totalidade dos empregos". A afirmação é do médico e professor Jim Young Kim, que até bem pouco tempo presidia o Banco Mundial.
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O pensamento externado por Jim Young vem à tona num momento em que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios-PNAD-Contínua, pertencente ao IBGE, externa uma catástrofe social em Alagoas: do início do governo Renan Filho, em 2015, até o primeiro trimestre deste ano, foram extintas 120 mil vagas de trabalho.
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Para tornar ainda mais dramático o cenário alagoano, detectado por pesquisa oficial, o desemprego entre jovens de 18 a 24 anos alcança quase 34%, uma das maiores taxas do Brasil, cuja média nacional - que já é muito alta - encontra-se em 27,3%. O comparativo é importante para neutralizar a tentativa palaciana de atribuir à crise nacional o quadro de ineficiência local do governo na geração de postos de trabalho.
Nessa recorrente prática de tentar transferir responsabilidade estadual para o plano federal, há dados que ajudam a compreender a incapacidade caseira de enfrentar a crise e gerar oportunidades efetivas para nossos jovens. Vale, por exemplo, rebuscar o resultado de recente pesquisa do Datafolha.


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O Instituto, ao levar em conta o volume de recursos públicos aplicados em áreas essenciais, identificou o grau de eficiência das gestões dos Estados. E o resultado atestou o governo Renan Filho na zona de rebaixamento, como a gestão mais ineficiente do Brasil, que gasta muito e entrega quase nada à população.
Na sofrida vida real alagoana, a esperança agoniza. Reproduzem-se em profusão dramas como do jovem Gilvanderson Silva, que já alcançou a distribuição de duzentos currículos, sem alcançar êxito no mercado de trabalho.
De forma simples e direta, apresentou sua receita: "o governo deveria investir em cursos com as qualificações pedidas pelas empresas e incentivar a abertura de pequenos negócios para a juventude". Enquanto isso, o governador segue alimentando seu universo virtual, fazendo "selfs", produzindo "lives" e contando "likes".
