Bolsonaro faz doação irregular de R$ 10 mil para campanha eleitoral do filho
Resolução do TSE não permite doação via depósito de dinheiro vivo em valor maior que R$ 1.064,10
O presidente Jair Bolsonaro fez uma doação irregular de R$ 10 mil por meio de um depósito de dinheiro em espécie para a campanha do seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). Uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina que doações acima de R$ 1.064,10 só podem ser feitas por transferência bancária eletrônica ou cheque cruzado e nominal.
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A informação sobre a doação de Bolsonaro foi noticiada em reportagens dos jornais "O Globo" e "Folha de S.Paulo", com base em dados fornecidos pelo TSE.
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No Twitter, Carlos escreveu que o dinheiro foi devolvido e depois doado novamente, desta vez dentro do que determina a regra.
"Doação acima de R$ 1.064,10 só é aceita mediante transferência bancária. O recurso, de origem lícita, então foi devolvido e retransferido como esclarece a regra", afirmou o vereador.


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A resolução do TSE que trata desse tema é a 23.607, editada no ano passado. O texto reúne leis e dispositivos que estabelecem normas para eleições.
Doações em espécie
A reportagem do jornal "O Globo" identificou 432 candidatos que receberam doações em dinheiro vivo acima do permitido até aqui nesta campanha eleitoral.
Entre candidatos a vereadores e prefeitos, essas doações somam R$ 2,1 milhões. De acordo com o levantamento, das candidaturas com doações irregulares, 71 são de candidatos a prefeituras.
Os partidos com maior número de candidatos nessa situação são MDB (51), PP (45), PSD (39) e PSDB (32).
