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PM usa bomba de efeito moral para dispersar multidão em evento no Osman Loureiro

Comunidade local e até a polícia foram surpreendidas com a quantidade de pessoas

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Contrariando as medidas sanitárias de prevenção à Covid-19, a inauguração de uma açaiteria, no conjunto Osman Loureiro, parte alta de Maceió, na noite desse domingo (27), gerou aglomeração, som alto e muita reclamação por parte dos moradores. Foi preciso uma intervenção enérgica da Polícia Militar (PM), com o lançamento de duas bombas de efeito moral, para dispersar a multidão que dançava funk com paredão, a maioria absoluta sem usar máscara.

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A comunidade local e os militares da Base Comunitária do Osman Loureiro disseram que o evento surpreendeu todos pelo número de pessoas presentes à abertura do estabelecimento. Eles suspeitam que o público foi despertado pela propaganda, anunciada nas redes sociais da lanchonete, de que os 100 primeiros que comparecessem ganhariam um copinho de açaí.

O fato é que mais de 500 pessoas se aglomeraram no local, fechando a rua e tomando a praça central do conjunto. A maior parte era formada de jovens que não respeitaram o distanciamento social e ignoraram a regra de uso da máscara de proteção facial. 

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Rivaldo Jorge, da comissão de moradores "Um Novo Tempo", afirmou que a vizinhança praticamente não sabia que o evento se transformaria em uma grande baderna, como ele mesmo classificou. 

"Achamos estranho o fato de, uma hora para outra, umas 500 pessoas se concentrarem na praça da comunidade, em frente ao estabelecimento. Depois, chegou um paredão com som altíssimo, anunciando a inauguração e colocando uma música ensurdecedora, com o povo tudo sem máscara, faltando com respeito às pessoas", relatou Rivaldo.

Ele informou que, diante da falta de controle, acionou a Base Comunitária da PM no Osman Loureiro. "Quando a polícia chegou, colocou todo mundo para correr, atirando bomba. Foi uma correria imensa. Também tivemos conhecimento de que um cidadão foi visto armado, em meio à multidão", contou.

De acordo com o sargento Rômulo Silva, comandante da Base Comunitária do Osman Loureiro, não houve comunicação prévia, do proprietário da açaiteria, de que o evento iria acontecer nesse domingo. Os órgãos de controle da prefeitura também não teriam sido avisados. 

"Eu nem sabia que aconteceria esta festa. Estava de folga quando recebi inúmeras fotos e vídeos dando conta do que estava ocorrendo. Mobilizamos seis viaturas para acabar com a bagunça. Além da quantidade de gente aglomerada, ainda tinha o paredão e uns motoqueiros com as motos ligadas fazendo um barulho enorme, perturbando a vizinhança. Assim que chegamos, dispersamos a multidão e lançamos duas granadas de fumaça", destacou. Ele garantiu que ninguém ficou ferido. 

O proprietário da lanchonete não quis se identificar, mas, ouvido pela Gazetaweb, disse que estava na expectativa de que até 100 pessoas, como anunciou, comparecessem para ganhar o copo de açaí, mas de forma gradativa. Ele negou que tivesse contratado paredão, mas confirmou que autorizou som para as crianças dançarem. 

O dono informou, rebatendo a PM, que avisou, sim, à Base Comunitária de que inauguraria o estabelecimento e com som para a criançada. 

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