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Em Davos, Bolsonaro diz que, por ora, Brasil permanece no Acordo de Paris

Informação é do Jornal Nacional. Presidente brasileiro fez estreia em eventos internacionais no Fórum Econômico Mundial

O presidente Jair Bolsonaro declarou nesta terça-feira (22), durante o encontro com os executivos no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que por ora o Brasil não vai deixar o Acordo de Paris sobre o clima. A informação é do Jornal Nacional.

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O tratado mundial prevê a redução da emissão de gases que aumentam a temperatura do planeta. O acordo foi fechado numa conferência das Nações Unidas em 2015.

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Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro disse, em outubro, que poderia retirar o país do Acordo do Clima de Paris se fosse eleito.

Depois, voltou atrás e, posteriormente, afirmou que só vai sair se o acordo não for alterado. O tratado internacional visa a redução da emissão de gases do efeito estufa.

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Nesta segunda-feira (21), o embaixador da Alemanha no país, Georg Witschel, disse que o governo precisa adotar políticas públicas que expliquem melhor à comunidade internacional as intenções da nova gestão nas áreas de direitos humanos e clima.

Witschel deu a declaração no Palácio do Planalto, após se reunir o presidente em exercício Hamilton Mourão.

"Acho que é importante que o governo faça uma política pública que explique as intenções, as reformas e também explique que os direitos humanos, a luta contra a mudança climática continuará. Estou otimista, mas temos afazeres juntos", afirmou o embaixador.

O discurso em Davos

Mais cedo, em sua estreia em eventos internacionais, Bolsonaro discursou na abertura da sessão plenária do Fórum, em Davos. Em sua fala, o presidente disse que quer conciliar preservação ambiental com avanço econômico.

No discurso de pouco mais de seis minutos, Bolsonaro afirmou que:

  • o governo investirá "pesado" em segurança para que estrangeiros visitem mais o Brasil
  • pretende "avançar" na compatibilização de preservação ambiental e desenvolvimento econômico
  • diminuirá a carga tributária para "facilitar a vida" de quem produz
  • trabalhará pela estabilidade macroeconômica
  • respeitará contratos
  • promoverá privatizações
  • fará o equilíbrio das contas públicas
  • colocará o Brasil no ranking dos 50 melhores países para se fazer negócios
  • fará a "defesa ativa" da reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC)
  • defenderá a família e os "verdadeiros" direitos humanos
  • protegerá o direito à vida e à propriedade privada
  • promoverá uma educação voltada aos desafios da "quarta revolução industrial", que consiste na aplicação de tecnologias modernas (como inteligência artificial, automação e 5G) na indústria.

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