Braskem se reúne com o MPE e refuta ligação com tremor de terra no Pinheiro
Empresa informou que paralisou operação de exploração na região após registro de abalo de terra em 2018
Integrantes dos Ministérios Público Estadual (MPE) e do Federal (MPF) tiveram uma reunião na tarde desta terça-feira (22) com os representantes jurídicos e do corpo técnico da Braskem. Em pauta, os problemas que o bairro do Pinheiro enfrenta desde um tremor de terra ocorrido há quase um ano na região.
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Os representantes da indústria química afirmaram que os poços de exploração da Braskem no Pinheiro foram desativados em 2018, depois do tremor, e que foram realizados testes logo em seguida, concluindo que as "cavernas de exploração do sal-gema estão intactas". Com base nisso, os técnicos tentam afastar a responsabilidade da empresa em relação às causas do tremor.
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No encontro, realizado na sede do MPE no bairro do Poço, em Maceió, a empresa se colocou à disposição dos órgãos municipais, estaduais e federais para auxiliar na investigação das causas do tremor de terra e das rachaduras nas casas, que provocaram uma mudança na vida de milhares de pessoas que moravam na região.
Ao MPE, a Braskem reforçou a negativa de ligação entre a exploração que realizou e o tremor de terra e os prejuízos que o fenômeno provocou.


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"Estamos aqui, na sede do MPE, para demonstrar que a Braskem vem colaborando nas investigações e colocando-se à disposição dos órgãos para investigar as causas dessa situação", explicou Milton Pradines, gerente de Relações Institucionais da Braskem. "Estamos, também, para demonstrar a total ausência de nexo entre as nossas operações e os problemas que estão sendo registrados no bairro do Pinheiro. Nosso objetivo é ajudar a todos na busca por uma solução para todos esses problemas, já que os poços de exploração no bairro estão desativados".
Os técnicos revelaram, ainda, que, apesar de a exploração ser realizada há mais de 30 anos na região, a empresa não tem um estudo de como era a situação do terreno antes de iniciar as atividades no bairro do Pinheiro. Apesar de terem sido questionados por procuradores, os técnicos não souberam precisar ou apontar um cálculo de quanto de sal-gema já foi retirado dos poços que estavam em exploração.
TRANSPARÊNCIA
O procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça, destacou a importância da reunião com os representantes da empresa, ressaltando que existe a possibilidade de se negociar a uma paralisação das atividades de exploração de toda a região, caso, segundo Alfredo, os laudos técnicos apontem essa necessidade.
"É hora de se abrir as páginas dos relatórios e mostrar à população o que está acontecendo no bairro do Pinheiro, já que ela não pode sair da região e de suas casas sem saber de nada. Ou seja, se o MPE tiver acesso aos laudos da empresa, a população também terá. Eles [populares] precisam saber. O Ministério Público vai defender esse direito", explicou Mendonça em entrevista à imprensa.
