Moradores do Pinheiro mobilizam MPF e TJ por maior transparência em investigação
Comunidade pede celeridade na busca por solução do problema; uma petição foi protocolada nesta segunda-feira
Uma comissão de moradores do bairro do Pinheiro, em Maceió, protocolou, na tarde desta segunda-feira (21), uma petição na sede do Ministério Público Federal (MPF) para que o órgão atue no processo de investigação sobre a situação do bairro, que sofre com o aparecimento de rachaduras após um forte tremor registrado em 2018. Os moradores também se reuniram com o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), Tutmés Airan. Os moradores cobram transparência na investigação.
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De acordo com os moradores, apesar da situação do bairro ser considerada grave pelas autoridades, os reais motivos que chamam atenção dos órgãos públicos não foram divulgados para as vítimas, que tiveram as vidas modificadas e as residências danificadas. Eles alegam ainda que o aluguel social não está sendo pago, bem como não são informados sobre a situação do bairro por canais oficiais do poder público.
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Com as reuniões desta segunda, os moradores esperam que haja uma mudança de postura dos órgãos envolvidos nas ações que são realizadas no Pinheiro, visto que, segundo eles, as principais vítimas precisam tomar conhecimento do que, de fato, está acontecendo, além das medidas que serão adotadas para atenuar o sofrimento e prejuízo.
Segundo a procuradora-chefe substituta do MPF, Roberta Bonfim, foi marcada para esta terça-feira (22), às 14h, uma reunião com os moradores na sede do órgão para tratar o assunto. A procuradora destacou que o órgão ministerial estará empenhado na causa e que pode, entre outras medidas, solicitar a quebra do sigilo nas investigações sobre o fenômeno que se abate no bairro do Pinheiro.


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Logo após apresentar a petição ao MPF, os moradores se reuniram com o presidente do TJ-AL, desembargador Tutmés Airan. No encontro, o chefe do Poder Judiciário não descartou a possibilidade de autorizar a quebra de sigilo das investigações realizadas pelos geólogos, caso seja avaliado pela Justiça como razoável.
Tutmés ressaltou que o momento é de tentar minimizar a angústia dos moradores."No primeiro momento, vamos ouvir o que está sendo feito pelas equipes para sentir a dimensão do problema que, aliás, pelo que percebi, é extremamente grave e as pessoas reclamam, fundamentalmente, da falta de informação sobre a extensão, causa e gravidade do problema. As pessoas estão extremamente angustiadas".
Tutmés afirmou ainda, que em um segundo momento caberá ao Poder Judiciário intermediar esse conflito. "Podemos reunir os moradores com o poder público e tentar encontrar alternativas para minimizar os problemas atuais. Se isso não for possível, vamos intervir, caso provocados, e vamos impor medidas desejáveis".

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