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Mais de R$ 180 mil em notas falsificadas são retirados de circulação em Alagoas

Volume de cédulas irregulares corresponde a 0,7% do total apreendido em todo o País, segundo o Banco Central

Levantamento do Sistema de Administração do Meio Circulante (Sismecir) do Banco Central revela que, no ano passado, foram retirados de circulação em Alagoas R$ 182.650 em notas falsificadas. De acordo com odocumento da instituição, ao longo de 2018 foram apreendidas 2.969 cédulas falsas - a maioria de R$ 100 e R$ 50.

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O volume de notas falsificadas apreendidas em Alagoas no ano passado corresponde a 0,7% das 438.020 de cédulas irregulares apreendidas em todo o País. Segundo o Banco Central, São Paulo registrou o maior volume de cédulas falsificadas apreendidas, com 149.430 unidades - volume que corresponde a 34,1% do total retirado de circulação. Na outra ponta, o Amapá registrou o menor volume do País em cédulas falsificadas, com 195 unidades - a maioria também de notas de R$ 100 e R$ 50.

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No Nordeste, a Bahia lidera o ranking de dinheiro falsificado, com 21.063 unidades retiradas de circulação no ano passado. Em seguida aparecem Pernambuco (11.397), Ceará (8.868) e Rio Grande do Norte (4.470). Sergipe foi o estado da região com o menor número de cédulas falsificadas, com 2.103 unidades.

Em novembro do ano passado, o alagoano Allan da Silva Barros, de 31 anos, contribuiu para as estatísticas do Banco Central sobre circulação de dinheiro falsificado no Estado. Segundo boletim do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Cisp), ele tentou pagar uma compra em um pequeno estabelecimento no bairro do Trapiche da Barra com uma cédula falsificada de R$ 50.

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O dono do comércio desconfiou e acionou a polícia, que conseguiu localizar Allan da Silva. Com ele, a polícia apreendeu mais oito cédulas do mesmo valor, todas falsificadas. O acusado foi conduzido à Superintendência Regional da Polícia Federal, no bairro do Jaraguá, e autuado por introduzir em circulação moeda falsa.

De acordo com o Código Penal, falsificar dinheiro é crime federal, com pena que varia de 3 a 12 anos de prisão. Quem coloca nota falsa em circulação, sabendo que ela não é verdadeira, pode ser sentenciado de 6 meses a 2 anos de detenção.

Orientação

O Banco Central recomenda que os consumidores analisem as notas antes de recebê-las. Para isso, é necessário observar à contraluz características como a presença da marca d'água, do fio de segurança e a imagem latente, que pode ser vista com a cédula posicionada na altura dos olhos.

Nas notas da primeira família do real, é possível verificar a marca d'água, o número escondido, a faixa holográfica - nos valores de R$ 50 e R$ 100 - e o número que muda de cor - nas notas de R$ 10 e R$ 20.

Nas cédulas da primeira família, pode-se identificar a marca d'água, a imagem latente, o registro coincidente e também o alto relevo.

"Se o cidadão sacou uma moeda ou cédula suspeita no caixa ou em um terminal de autoatendimento, ele deve procurar qualquer agência do banco do qual é correntista e apresentar a cédula ou moeda. O banco é obrigado a trocar o dinheiro suspeito imediatamente", informa a instituição.

Segundo o Banco Central, não é preciso fazer boletim de ocorrência na polícia no caso de cédulas falsificadas retiradas em caixas eletrônicos. "A regulamentação do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central do Brasil determina apenas que o cidadão deve procurar o banco, o qual é obrigado a trocar o dinheiro suspeito de falsificação imediatamente", enfatiza.

No caso em que o consumidor recebeu dinheiro suspeito de falsificação em outras circunstâncias, como no comércio, ele deve procurar qualquer agência bancária e entregar a cédula ou moeda metálica.

"O banco anotará seus dados e enviará a cédula ou moeda metálica para análise do Banco Central. Se ficar comprovado que a cédula é legítima, o cidadão será ressarcido pelo banco. Caso fique comprovado que a cédula é falsa, não haverá reembolso".

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