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Jungmann coloca PF à disposição para apuração de caso de Campinas

Ministro conversou com o secretário estadual de Segurança, Mágino Alves Barbosa Filho, logo após saber do caso

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, informou hoje (11) colocou a Polícia Federal à disposição do governo de São Paulo para ajudar na investigação do caso de Campinas, em que um homem abriu fogo na Catedral da cidade e matou quatro pessoas. Jungmann conversou com o secretário estadual de Segurança, Mágino Alves Barbosa Filho, logo após saber do caso.

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"Em síntese, estamos absolutamente disponíveis para colaborar e apoiar no esclarecimento deste caso, desta tragédia que aconteceu lá", informou Jungmann, durante uma coletiva no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no centro do Rio, acrescentando que o secretário informou que o atirador parece ser uma pessoa desequilibrada.

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A Polícia Civil informou que Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, é o autor dos disparos na Catedral Metropolitana de Campinas. Ele era morador de Valinhos, cidade vizinha a Campinas. As imagens de câmeras de segurança mostram que o atirador entrou na igreja, sentou em um dos bancos e começou a atirar em pessoas que estavam atrás dele. Ele tinha uma pistola e quatro carregadores. Antes de se matar, ele foi atingido pela polícia. A motivação do crime é desconhecida.

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O ministro comentou mais uma vez que as investigações sobre as mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, no dia 14 de março deste ano, na região central do Rio, estão a cargo das forças de segurança do estado. "Quando eu digo que é uma questão estadual é que não há nesse caso, legalmente, atribuições ou responsabilidade federais. Não pode. Não é uma questão de que a gente não ajude. É que não pode. O crime é estadual", completou.

Atendendo a uma requisição da Procuradoria-Geral da República, a Polícia Federal está investigando a atuação de um grupo composto por agentes públicos e políticos. "A Polícia Federal solicitou ao juiz responsável pelo caso Marielle o acesso aos autos, porque é fundamental para que possa levar a diante a investigação, que não é a investigação do caso Marielle. É a investigação do complô que reúne agentes públicos, políticos, milícia e etc, em que não se chegue aos mandantes e também os que executaram nesse bárbaro crime da Marielle e o Anderson", contou.

Jungmann lembrou que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tentou federalizar das investigações, mas o Ministério Púbico do Rio de Janeiro foi contra, impedindo a ação da Polícia Federal no caso. "Sempre nos colocamos à disposição, mas se o estado entende que a federalização afeta ou fere a autonomia estadual, paciência. Não temos o que fazer. Estamos investigando esse complô que tem o interesse conjunto, ao que em certo momento, chamei de aliança satânica entre o crime e a corrupção para que não se esclareça", completou.

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