Presos protestam contra falta de comida na Central de Flagrantes I
Advogado chegou a levar comida para entregar aos custodiados; 16 pessoas encontram-se presas no local
Os presos que estão recolhidos na Central de Flagrantes I, no bairro do Farol, protestaram, na manhã desta quarta-feira (5), contra a falta de alimentação e limpeza no local. As empresas que realizavam esses serviços suspenderam as atividade, supostamente, por falta de pagamento. Um advogado chegou a comprar comida e a levar para os detentos. No local, encontram-se detidos 16 presos.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

De acordo com um agente da Polícia Civil, que não quis se identificar, os familiares e advogados não receberam autorização para levar comida para os presos. Segundo ele, a situação já foi comunicada à Delegacia Geral, que deve buscar uma solução para o problema.
Leia também
"A situação lá em cima, onde ficam os presos, está uma bagaceira mesmo", disse um agente que saiu da delegacia para comprar lanche para ele mesmo.
AGazetaweb esteve no local e pode ouvir gritos de revolta dos presos. A reportagem também flagrou o advogado Geoberto Luna levando pão com refrigerante para os detidos na Central. Ele conseguiu ter acesso às celas e fez a entrega do material.


Jovem é encontrado morto em terreno baldio no bairro Cleto Marques

Defensoria cobra solução para atrasos na coleta de lixo em Maceió

Operação prende 9 suspeitos e influenciador PTK em Alagoas

Enem 2026: Inscrições encerram nessa sexta-feira

A filha de uma detenta de 62 anos, que se encontra presa na Central, diz que a situação é difícil, que a mãe não come desde ontem e que pediu uma roupa pra trocar. A detenta é de São Luzia do Norte. Ela diz que a mãe sofre com problemas de saúde e que foi presa após jogar pedra na viatura da polícia, para evitar que dois filhos que brigavam fossem presos.
AGazetawebentrou em contato com a assessoria da Polícia Civil, que confirmou o problema, afirmando que um recurso impetrado atrasou o curso da licitação das novas empresas que prestarão os serviços, mas que, com auxílio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), a situação foi superada e o contrato está apto para homologação e assinatura.
Confira nota da PC
"Houve licitação, mas como ocorreu demanda judicial (recursos) isso atrasou a contratação. Porém, a situação judicial foi superada com o auxílio da PGE e o processo licitatório foi finalizado, e já se encontra apto para homologação e assinatura do contrato".
