Neymar leva filho à entrevista, critica fake news e diz: 'Queria Copa todo ano'
Davi Lucca, de 7 anos, ficou no lugar de Tite na entrevista e ouviu pai lamentar publicação de dados, segundo ele, mentirosos sobre contratos
Na véspera do amistoso contra o Uruguai, o capitão Neymar chegou à entrevista coletiva acompanhado do filho Davi Lucca, de sete anos. Tite cedeu seu lugar na bancada ao menino, que passou todo o tempo ao lado do pai.
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O capitão da seleção brasileira tratou como "fake news" o vazamento de dados do "Football Leaks", que apontou uma série de bônus condicionados aos jogadores do PSG, até mesmo por saudarem a torcida.
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E lamentou que a próxima Copa do Mundo seja disputada somente em 2022. Ele queria afastar a frustração da derrota para a Bélgica o mais rapidamente possível.
- Tinha que ter Copa do Mundo todo ano. É claro que eu queria (risos). Acabou agora, sabemos que só daqui a quatro anos. O jogador sofre, mas não podemos pensar só nisso porque se não fizermos um bom trabalho agora, ninguém chega à Copa do Mundo. Ninguém sabe como vai estar lá, por isso o agora é o mais importante.


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Football Leaks
- Às vezes eu dou risada, sabe, por que é cada coisa que andam publicando, falando. Ao mesmo tempo fico muito triste, chateado por inventarem histórias, coisas que não são reais. E fico triste por parte da imprensa dar valor a isso. Acho falta de respeito quando não é verídico, não perguntam, não querem saber a verdade. Perde credibilidade. É muito complicado, peço para que tenham cuidado. Para nós atletas é chato escutar histórias que não são reais. Perdemos a vontade de comunicar com vocês. Se for algo verdadeiro, não tenho problema nenhum em chegar aqui e dizer que é verdade, pedir desculpas. Peço que tomem cuidado com fake news.
Presença do filho
- O que ele traz para mim é amor. Por mais que ele more longe, tento aproveitar o máximo dos dias, das folgas na escola. Ele veio pelo feriado, tento trazê-lo para ficar perto de mim. Fico orgulhoso pela criança que ele é, e tento ajudar da melhor maneira que ele seja a melhor versão possível de um ser humano.
Faixa de capitão
- Estou há alguns aninhos na Seleção. Assumi a braçadeira há pouco tempo, mas cada um tem sua forma de liderar. Não é porque uso a faixa que só eu vou falar, dar exemplo. Cada um tem seu papel na Seleção, me sinto orgulhoso e feliz por ser um líder.
Suárez e Cavani
- São dois grandes craques. Eu joguei com o Suárez e estou jogando com o Cavani. Sei das qualidades deles, podem resolver jogos. Temos que estar ligados. É sempre bom enfrentar jogadores de qualidade porque isso tira seu melhor.
Resumo de 2018
- Foi um ano bem movimentado, com coisas ruins e boas, aprendizados. Eu me tornei um pouco mais experiente. Agradeço a Deus tudo que aconteceu. Fiquei chateado com a lesão, principalmente a derrota na Copa do Mundo. Foi uma semana horrível, mas depois tivemos que seguir, trabalhar e se dedicar por novos objetivos. Tive minha primeira cirurgia, me tornei referência por ser capitão. Juntando tudo foi um ano bom para mim. O aprendizado que tive nesse ano, vai ser difícil ter em outro. E espero que 2019 seja um ano de conquistas, alegrias, e que eu possa estar cada vez melhor.Esse será o penúltimo amistoso da Seleção de Tite em 2018. Na próxima terça-feira, em Milton Keynes, nos arredores de Londres, a equipe vai enfrentar Camarões, primeiro rival africano do técnico, no cargo desde 2016.
