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Bolsonaro afirma que se for eleito não vai retirar o Brasil do Acordo de Paris

No mês passado, o candidato do PSL havia dito que, se fosse eleito, poderia retirar o Brasil do acordo por não concordar com as premissas

Durante uma entrevista coletiva no Rio de Janeiro, o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), afirmou nesta quinta-feira (25), que, se for eleitor, não vai retirar o Brasil do Acordo de Paris.

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O Acordo de Paris foi assinado por 195 líderes mundiais em 2015 e prevê que países devem manter o aquecimento global abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC.

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No mês passado, ao participar de um encontro com empresários, Bolsonaro havia dito que, se fosse eleito, poderia retirar o Brasil do acordo por não concordar com as premissas, entendendo que o Acordo de Paris afeta a soberania nacional.

Nesta quarta-feira, ele voltou a criticar o acordo, afirmando que o Brasil poderia cumprir as metas sem ter de assiná-lo ? para o Brasil deixar o Acordo de Paris, o Congresso Nacional tem que aprovar a medida.

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"O Brasil sairia do Acordo de Paris?", questionou um jornalista a Bolsonaro. "Não, não sai. Fica no Acordo de Paris", respondeu o candidato nesta quinta-feira.

"O Brasil poderia buscar essas metas [do acordo] não estando em acordo nenhum? Poderia. Por outro lado, o que está faltando a todos vocês é buscar a verdade. O que realmente está por baixo desse acordo. O que eu sei é que o "triplo A" é uma grande faixa que passa pela Amazônia e vai até o Atlântico, de 136 milhões de hectares, por sobre a cara do Solimões e do Amazonas, estaria não mais sob a nossa jurisdição, mas ficaria sob a jurisdição de outro país, como sendo ela essencial para a sobrevivência da humanidade", declarou o candidato a presidente.

Venezuela

Crítico do governo de Nicolás Maduro, Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, ao comentar a situação da Venezuela, que "ninguém que fazer guerra com ninguém".

Afirmou, ainda, que não pretende fechar a fronteira com o país ? recentemente, o governo de Roraima pediu ao Supremo Tribunal Federal para determinar o fechamento da fronteira, mas a ministra Rosa Weber negou.

"Quem tem um pouco de noção de fronteira, lá é uma fronteira seca, muito extensa. Não seria a melhor medida fechá-la. Nós temos que buscar maneira, talvez junto à ONU, de ali, áreas, campos de refugiados, para buscar solução para o caso", afirmou.

"Agora, realmente Roraima não suporta a quantidade de venezuelanos que entraram lá. E o governo não pode dar as costas para a Venezuela, ou apenas pagar a missão para o Exército, como vem fazendo no momento, para solucionar o problema", acrescentou.

Jair Bolsonaro grava programas eleitorais nesta quinta-feira (25)

Infraestrutura

Mais cedo, nesta quinta-feira,Bolsonaro defendeu no Twitter a integração de rodovias e ferrovias para melhorar o transporte de cargas no país.

"A melhoria neste setor vai além das estruturas portuárias e deve ter integração com uma vasta malha ferroviária e rodoviária ligando as principais regiões, assim como é feito em outros países", disse.

Jair Bolsonaro passou parte da manhã em casa, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ele recebeu integrantes do grupo "mulheres com Bolsonaro".

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