Em 10 anos, população carcerária cresceu mais de 260% em Alagoas
Em 2008, as unidades prisionais abrigavam 2.326 reeducandos enquanto que, em 2018, já são 8.403 presos
Um levantamento realizado pelaGazetawebmostra que, em 10 anos, a população carcerária em Alagoas aumentou cerca de 261,2%. Entre os anos de 2008 e 2018, o número de reeducandos passou de 2.326 presos para 8.403, segundo dado oficial Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris).
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Em julho de 2017, o jornal Gazeta de Alagoas já alertava para o crescimento de modo vertiginoso.
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Segundo o portal da Seris, o número total de reeducandos engloba provisórios, regime fechado, medida de segurança, regime aberto, regime semiaberto e presos recolhidos em presídio federais.
Desse total, 4.623 estão no sistema prisional alagoano divididos entre as 7 unidades prisionais. Os demais estão em regime semiaberto (2.182), aberto (1.592); e cinco em presídios federais (1 em Campo Grande/MS, e 4 em Porto Velho/RO).


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Execuções penais e audiência de custódia
O juiz da Vara de Execuções Penais, José Braga Neto, afirmou que a situação estaria pior se não fossem as audiências de custódia. Segundo ele, este é o instrumento processual que determina que todo preso em flagrante deve ser levado à presença da autoridade judicial, no prazo de 24 horas, para que esta avalie a legalidade e necessidade de manutenção da prisão.
"As audiências de custódia têm ajudado nesse sentido, porque o crescimento da violência não foi acompanhado pelo crescimento no número de vagas nos presídios. Por isso, temos uma certa superlotação, mas é o instrumento que possuímos", disse.
O magistrado também afirmou que hoje a Vara de Execuções Penais não possui processos atrasados e os que estão abertos são apenas aqueles que ainda estão em fase de recurso.
