Estudantes do Ifal criam placas de energia solar para barracas de praia
Invenção permite carregar celular, caixas de som nos guarda-sóis que ficam instalados na areia
Uma invenção um tanto útil nos dias de hoje para uma geração que vive conectada a tudo. Juntar sol, praia e mar com a tecnologia foi a ideia de quatro estudantes do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), que criaram e estão instalando placas de energia solar sustentável nos guarda-sóis que ficam nas areias da praia em Maceió. A ideia é fruto de uma parceria dos alunos de eletrotécnica com um comerciante que aluga cadeiras e sombreiros na orla da capital.
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"Inicialmente, estudamos as necessidades dos barraqueiros, dos prestadores de serviço da orla, e fizemos pesquisas e dimensionamos a placa de acordo com as necessidades deles", disse o estudante de eletrotécnica Jarllan Ferreira.
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As placas estão em teste há dois meses. Em dias de sol forte, elas conseguem produzir a capacidade máxima de energia, que é o suficiente para manter o celular ou as caixinhas de som carregados o tempo inteiro enquanto se está na praia.
"Eu preciso colocar de manhã e retirar de tarde. E as placas, para funcionarem 100%, é a partir das 9h, quando a irradiação do sol está mais forte. Até as 15h eu consigo mantê-la 100%", esclareceu o comerciante e parceiro Erisvaldo Nascimento.


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A energia limpa vem de painéis solares de 20 centímetros, que ficam grudados na parte de cima do guarda-sol. A ideia de gerar energia na praia de forma sustentável surgiu no laboratório do curso de eletrônica do Ifal.
A solução agradou quem não consegue ficar longe do celular nem mesmo na praia. "Às vezes o celular descarrega na praia e a gente precisa tirar uma foto", disse a advogada Daniele Borner.
"Pra mim, foi uma surpresa! Eu não esperava nunca chegar aqui em uma barraca e encontrar uma tecnologia que permite carregar o seu celular. Encontrar esse serviço foi excelente", afirmou o jornalista Silvio Teles.
A ideia está dando tão certo que os estudantes já pensam em ampliar o projeto até o final do ano. "A gente está querendo saber o que pode melhorar ainda no projeto para poder agregar e daqui pra dezembro estar com esse protótipo pronto para poder expandir por toda a praia e quem sabe até por todas as praias do Nordeste", explicou o estudante Rinaldo Matheus.
