Em nota, vereador suspeito de compra de votos em Murici rebate acusações
Conforme investigações, Eduardo Oliveira teria distribuído tijolos para moradores em nome de deputados
Após os desdobramento da Operação de combate à compra de votos no município de Murici, nessa sexta-feira (21), o vereador Eduardo Oliveira (MDB), um dos principais alvos da força-tarefa, encaminhou uma nota à imprensa, rebatendo as acusações que lhe foram feitas.
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Na nota, o parlamentar, que é proprietário de um depósito de material de construção e teria distribuído tijolos em nome de deputados envolvidos na investigação, informou que todas as notas fiscais das vendas dos produtos foram apresentadas à Justiça e que todos os citados continuam colaborando com as investigações até a elucidação do caso.
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Informamos que todas as notas fiscais das vendas dos produtos foram apresentadas à Justiça e que todos os citados continuaram colaborando com as investigações até a elucidação do caso.
Lamentável a postura de alguns adversários políticos em apontar denúncias falsas apenas por desespero e ganância da hegemonia do poder.
Confiamos na Justiça e na população muriciense que não deixará que jogos políticos influenciem na vontade de mudança do nosso estado, da nossa cidade.
A OPERAÇÃO
A força-tarefa foi desencadeada por militares do 2º Batalhão de Polícia Militar (BPM), que conduziram, pelo menos, 15 pessoas ao Fórum de Murici, a fim de colher informações sobre denúncia de compra de votos envolvendo a distribuição de materiais de construção em nome de dois deputados estaduais - sendo um deles candidato à vaga na Câmara Federal nas eleições deste ano. Na ocasião, também foi encontrado material de campanha de dois candidatos ao Senado e de um candidato ao Governo do Estado.
Os militares percorreram três conjuntos habitacionais: Pedro Tenório, Olavo Calheiros I e Olavo Calheiros 2, flagrando tijolos dispostos nas calçadas de várias residências, o que reforça o conteúdo da denúncia.
Em todas as casas que foram alvos dos mandados, o promotor eleitoral e titular da Comarca de Murici, Marcos Mousinho, que está à frente das investigações, também flagrou sacos de cimento. Já a quantidade de tijolos variava entre 300 e 1 mil unidades por residência.
