Grupo acusado de sonegação causou prejuízo de R$ 12 mi aos cofres, diz MPE
O cabeça da organização criminosa, identificado como Victor Pontes de Mendonça Melo, ainda não foi localizado
Um grupo formado por dezessete empresas de Alagoas pertencentes ao empresário Victor Pontes de Mendonça Melo foi alvo de investigação do Ministério Público Estadual (MPE/AL), acusado de causar um prejuízo estimado em R$ 12 milhões aos cofres públicos através de sonegação fiscal, falsificação de documentos públicos, organização criminosa e falsidade ideológica.
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Durante a Operação Perfídia, desencadeada na madrugada desta terça-feira (11), foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão expedidos pela 17ª Vara e pedidos de prisão preventiva contra dois dos onze acusados de envolvimento no esquema - o técnico de contabilidade Sérgio de Farias de Oliveira e do advogado Silvanio Santos Pereira.
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O grupo, segundo o promotor Cyro Blatter, falsificava documentos e identidades, além de criar empresas de fachada para dar cobertura de estoque, com o objetivo de confeccionar notas fiscais falsas, sem material para ser entregue.
"Quando existe uma nota, mas não existe o produto, não existe tributação", explicou o promotor, complementando que "há mais de um ano o Gaesf vem atuando para combater a sonegação fiscal, mas mesmo assim ainda há a fraude em licitações". "É lamentável que isso ainda ocorra em Alagoas", afirmou.


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Em uma das empresas onde houve cumprimento de mandado, que se apresentava como uma papelaria, os oficiais encontraram eletrodomésticos e outros materiais que não tinham a ver com material gráfico.

