Unicamp cria protótipo de vacina que protege contra zika e meningite
Pesquisador diz que a combinação das doenças pode otimizar a imunização
O protótipo de uma vacina que pode ser capaz de proteger contra o zika vírus e a meningite meningocócica foi criado por pesquisadores da Unicamp em Campinas (SP).
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O estudo realizado pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), com apoio dos institutos de Biologia e Química e dois laboratórios da instituição, já resultou no pedido de registro da patente, além da publicação de um artigo na revista "Scientific Reports".
Leia também
Em entrevista ao G1, Marcelo Lancellotti, professor e orientador do estudo, explica que a combinação dessas duas doenças em uma única vacina pode otimizar a imunização.
Como bolhas de sabão


Jovem é encontrado morto em terreno baldio no bairro Cleto Marques

Defensoria cobra solução para atrasos na coleta de lixo em Maceió

Operação prende 9 suspeitos e influenciador PTK em Alagoas

Enem 2026: Inscrições encerram nessa sexta-feira
A ideia de reunir as duas patologias surgiu como um estalo enquanto o pesquisador lavava louça em casa.
Ao observar duas bolhas de sabão se unindo, refletiu sobre as características próximas entre as moléculas das doenças. As estruturas químicas do vírus da zika e da bactéria causadora da meningite são semelhantes.
"Elas são feitas por membranas muito parecidas com as nossas membranas celulares. Foi um estalo lavando louça. Imaginei as duas moléculas, de zika e meningite, juntas".
Vacina personalizada
A FCF já estudava uma vacina para meningite há cerca de seis anos quando surgiu a possibilidade de combiná-la com o vírus da zika. A pesquisa também destaca que vacina poderá ser personalizada com diferentes tipos de meningite, no futuro.
Anticorpos
Para juntar meningite e zika, os pesquisadores usaram uma técnica chamada de cisalhamento, caracterizada pela agitação. Em seguida, a fusão foi usada para imunizar camundongos e os primeiros resultados surgiram: os animais desenvolveram anticorpos contra vesículas produzidas pela bactéria da meningite e o vírus.
A resposta, destaca Lancellotti, é imunológica e não representa resposta contra as doenças, uma vez que os animais testados não se infectam com os dois itens analisados durante o estudo.
A próxima etapa é dar continuidade aos testes para verificar a possibilidade de produzi-la em escala industrial. Lancellotti estima no mínimo mais cinco anos de estudos para que a vacina possa ser disponibilizada.
Além de mencionar que a metodologia é mais barata e simples, quando comparada à técnica de DNA recombinante (gene do vírus da zika é removido e introduzido em bactéria), ele ressalta que outra vantagem está no fato de que não usa ovos embrionários, comum, por exemplo, na vacina da gripe.
