Jovem presta queixa e polícia inicia diligências sobre crime sexual em coletivo
Caso ocorreu na última segunda-feira; motorista diz que pensou ser um assalto
A Delegacia da Mulher recebeu o Boletim de Ocorrência, nesta quarta-feira (15), e iniciou as diligências sobre a abordagem a uma universitária, dentro de um ônibus urbano, no Tabuleiro do Martins. Um vídeo compartilhado nas redes sociais flagrou o momento de revolta da jovem após ser assediada por um homem que se masturbou diante dela.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

A ação pode se configurar como importunação ofensiva ao pudor, mas os relatos das testemunhas e da própria vítima podem confirmar se houve - nesse caso - contravenção penal ou crime.
Leia também
A chefe da Delegacia da Mulher, Zeina Oliveira, informou àGazetawebque as diligências tentam identificar o suspeito e buscar detalhes da ocorrência. "Já estamos agindo no caso. Ela fez o BO em outra delegacia, mas encaminharam para a gente. Se for confirmada importunação ofensiva ao pudor é passível a uma pena de até dois anos", relata a agente policial.
O coletivo onde o fato aconteceu pertence à empresa Real Alagoas e fazia a linha Eustáquio/Iguatemi, na última segunda-feira. Nas imagens, é possível ver que o homem está com o zíper da calça aberto e tenta se proteger com uma mochila. Os passageiros, indignados e tentando contê-lo, pedem - em vão - que o motorista do veículo não abra a porta traseira.


Carlos critica falta de recai da direita sobre empresa do PCC em Goiás

Operação em SP investiga ONG da produtora do filme sobre Bolsonaro

Ex-prefeito cita motivos que o levaram a romper antiga aliança com sucessor

Em reunião, integrantes do PL cobram posição clara de JHC sobre a direita
O motorista do ônibus, que não quis se identificar, diz que teme pela integridade de sua família e que pensou se tratar de um assalto. "Estou muito pensativo com o que aconteceu. Pensei que era um assalto, por isso abri a porta como ocorreu da outra vez que fui assaltado. Só vi o tumulto. Só depois foi que soube", relata.
Com 15 anos de empresa, ele diz que já foi ouvido pelos seus chefes e aguarda resposta sobre o que será decidido. "Acho que vão me demitir porque teve muita repercussão. As pessoas são rápidas para julgar. Até colegas meus disseram que a culpa era minha. Como a culpa era minha se não fui eu quem fez isso?", questiona o motorista da Real Alagoas.
