Ataque aéreo acerta ônibus com crianças no Iêmen
Hospital mantido pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha recebeu corpos de 29 crianças, todas com menos de 15 anos
Ataques aéreos da coalizão liderada pela Arábia Saudita mataram, nesta quinta-feira (9), dezenas de pessoas, inclusive crianças que viajavam em um ônibus. A ocorrência aconteceu na província iemenita de Saada, segundo fontes médicas do Iêmen e o CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha).
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A aliança apoiada pelo Ocidente, que combate o grupo houthi alinhado ao Irã no Iêmen, disse em comunicado que os ataques aéreos visaram lançadores de mísseis usados para alvejar Jizan, cidade industrial do sul da Arábia Saudita, matando um civil iemenita nessa localidade. O comunicado acusou os houthis de usarem crianças como escudos humanos.
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"O ataque de hoje em Saada foi uma operação militar legítima... e foi realizado de acordo com a lei humanitária internacional", afirmou o texto.
O porta-voz houthi Mohammed Abdul-Salam disse que a coalizão mostrou "claro desprezo pelas vidas civis" ao alvejar um local público lotado. O CICV disse que um ataque atingiu o ônibus que levava crianças a um mercado de Dahyan, no norte de Saada.


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O hospital mantido pela organização recebeu corpos de 29 crianças, todas com menos de 15 anos. O hospital também atendeu 48 feridos, dentre os quais 30 crianças.
Abdul-Ghani Nayeb, chefe do departamento de saúde de Saada, disse que o saldo de mortes era de 43 e que há 61 feridos.
"Nossas lojas estavam abertas e todos os clientes estavam na rua, como sempre. Todos os que morreram são residentes, crianças e donos de lojas", afirmou a testemunha Moussa Abdullah, que foi atendido no hospital por estar ferido.
A representante do Unicef no país, Meritxell Relano, disse estar "preocupada com as primeiras informações sobre crianças mortas em Saada". "Nossas equipes estão verificando o número de pessoas mortas e de feridos. Crianças não devem ser tomadas como alvo", afirmou ela.
Riad e aliados muçulmanos sunitas estão lutando há mais de três anos no Iêmen contra os houthis, que controlam grande parte do país, incluindo a capital Sanaa, e forçaram o governo a se exilar em 2014. Com informações da Folhapress.
