Em Alagoas, candidatos iniciam campanha nas redes por doações de recursos
Mesmo sem doação de empresas, políticos têm se mobilizado pouco em busca do financiamento coletivo
A eleição de 2018 está se mostrando um grande desafio financeiro para os candidatos que estão em busca de votos. Com a vedação da doação por meio de empresas, alguns políticos de Alagoas já estão buscando na doação virtual o caminho para que a população deposite sua confiança na proposta apresentada com uma contribuição financeira. Os recursos que chegarão do fundo partidário estão se mostrando insuficientes para o tamanho dos gastos.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Em uma procura nas páginas dos políticos alagoanos nas principais redes sociais, constata-se uma tímida campanha de alguns poucos candidatos em busca do apoio do eleitor. Até o momento, o financiamento foi iniciado, apenas, por candidatos que projetam o "voto de opinião" e que visam a eleição para o Senado, Câmara e o Executivo. Já para deputado estadual a mobilização aproxima-se de zero.
Leia também
Ente os candidatos que já foram em busca do apoio, destaca-se o deputado Rodrigo Cunha, do PSDB, que tenta uma cadeira no Senado Federal. Desde que começou o financiamento coletivo, ele recebeu 36 doações e já arrecadou cerca de R$ 4 mil. Ele aponta para a necessidade de reagir na construção de uma nova política.
Para o governo de Alagoas, o candidato Basile Christopoulos (Psol) já começou a campanha para financiamento coletivo de sua candidatura. Caso nenhum outro candidato coloque o nome na disputa até as convenções partidárias, Basile deve enfrentar sozinho toda a estrutura que o governador Renan Filho (MDB) prepara para o pleito de outubro. Desde que começou a captação de recursos, o candidato do Psol já conseguiu cerca de R$ 1,5 mil em doação na vaquinha virtual.


ASA negocia saída de zagueiros do elenco - 3/6/26

Ufal cresce e sobe 15 posições em avaliação internacional

Polícia investiga cemitério clandestino em Coruripe

Áudios revelam ordem para PTK se infiltrar na política de Maceió
"Minha campanha será feita por pessoas. Sem máquinas, sem currais", apontou ele. A assessoria do governador Renan Filho foi procurada a se manifestar sobre como seria bancada a campanha à reeleição. Contudo, o emedebista não respondeu aos questionamentos. Filiado do MDB, acredita-se que Renan deve receber um grande apoio do fundo partidário que a sigla tem direito. Contudo, projeta-se que serão necessárias doações para que todo o custeio da campanha seja arcado, já que os partidos estão priorizando sobretudo as campanhas à Câmara Federal.
Procurados, alguns candidatos que vão disputar cadeiras na Câmara e no Senado argumentaram que pretendem realizar as campanhas de financiamento depois das convenções, o que deve ocorrer até a próxima semana, mesmo que a Justiça Eleitoral já tenha liberado o processo para o período anterior. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) alerta para a necessidade de os candidatos seguirem todas as regras previstas em lei para as doações, correndo risco de punição casa de ilegalidade.
