PF não descarta atuação de médicos particulares em esquema de fraude no INSS
Alvos da operação desta terça foram o advogado Antônio Sotiris Garyfalos, que recebia o benefício, e uma servidora do órgão
O delegado da Polícia Federal Alexandre Borges informou, durante entrevista na manhã desta segunda-feira (24), na sede da superintendência da PF, em Maceió, que não está descartada a participação de médicos particulares no esquema que desviou quase R$ 500 mil do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). As fraudes eram realizadas nos chamados auxílios-doença, que eram concedidos a pessoas que não tinham problema de saúde algum. Os alvos da ação foram o advogado Antônio Sotiris Garyfalos, que estaria recebendo o benefício de forma irregular há dez anos, e uma servidora do INSS.
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"As investigações começaram em 2015. Hoje pela manhã, cumprimos seis mandados de busca e apreensão contra duas pessoas. O advogado foi preso em flagrante porque estava portando uma arma de fogo sem registro. Este mesmo advogado seria beneficiário do esquema. No entanto, constatamos, ao longo das investigações, que ele não apresentava problemas psicológicos, como atestava a documentação que viabilizava o recebimento do dinheiro", informou o delegado, que não quis revelar o nome do preso e nem da servidora. Uma fonte da Gazetaweb, no entanto, confirmou que trata-se de Antônio Sotiris Garyfalos, que atua na área trabalhista em Maceió.
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Os médicos, segundo as investigações da PF, teriam concedido atestados alegando, ao longo dos anos, doenças que Antônio Garyfalos não teria. Por 10 anos, o suspeito obteve o auxílio-doença apresentando atestados falsos.
Ainda segundo Borges, o esquema era facilitado por uma servidora do INSS, que, durante algum tempo, foi namorada do advogado preso. "Inicialmente, nós estamos descartando a participação de outros funcionários, mas vamos seguir investigando. Até onde apuramos, eles atuavam apenas na agência localizada na Mangabeiras", disse.


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A Operação Partenon foi desencadeada na manhã desta terça com a finalidade de reprimir crimes previdenciários na cidade de Maceió e desarticular uma associação criminosa especializada em fraudar o INSS, com envolvimento de escritório de advocacia e possível participação de servidor daquele órgão.
Segundo a Inteligência Previdenciária, o prejuízo identificado até o momento é de pelo menos R$ 443.835,84, valor que foi pago somente a uma pessoa beneficiada irregularmente, no caso, o advogado Antônio Sotiris Garyfalos.
A desarticulação do esquema criminoso proporcionará uma economia anual estimada em mais de R$ 1.792.563,24, conforme dados da PF.
A operação contou com a participação de 30 policiais federais e de um servidor da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda. O nome da operação é uma alusão ao fato de um dos alvos ser descendente de grego.
