Cabo destaca contribuição de Rafinha na vitória em Pelotas: "Feliz por ele"
Treinador azulino lembra que lateral, autor do segundo gol contra o Brasil, foi vaiado na última partida em casa: "Todo mundo tem um dia ruim"
O técnico azulino Marcelo Cabo, em entrevista ao repórter Conceição Mohnsam, da Rádio Tupanci, na noite desta quinta-feira (05), fez sua análise da vitória do CSA fora de casa contra o Brasil, na fria Pelotas-RS. Na oportunidade, Cabo disse que o time do Mutange saiu vitorioso porque soube marcar sob pressão. Explicou, ainda, a opção por Daniel Costa e parabenizou o lateral Rafinha, classificando-o como o nome do jogo no interior do Rio Grande do Sul.
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"A gente sabia da dificuldade que encontraria aqui, mas elaboramos um planejamento de marcar forte, sem deixar o Brasil jogar. Tivemos um pouco de dificuldade no primeiro tempo, mas corrigimos no intervalo, ganhando a primeira e segunda bolas. Marcamos sob pressão e chegamos aos dois gols. Sabíamos também que eles iam se atirar no segundo tempo. Tentamos jogar na transição e tivemos algumas oportunidades, mas o mais importante é que conseguimos controlar o jogo", avaliou.
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Para Cabo, a vitória desta quinta foi de suma importância porque, como não vencia há cinco rodadas (uma derrota e quatro empates), o CSA já via seus adversários na luta por vaga no G4 da Série B se aproximarem. Na entrevista, o treinador falou, ainda, sobre as mudanças processadas no tempo final, destacando a opção por Daniel Costa no lugar de Walter.
"O Walter é muito de grupo. É um dos que mais estão motivados mesmo no banco de reservas. Mas hoje eu precisava de um meia armador como o Daniel, não de um meia-atacante. Ele [Walter] perdeu sete quilos nos últimos dois meses e ainda vai nos ajudar bastante, assim como o Juan [meia recém-contratado], que só aguenta 30 minutos e, portanto, precisa de um pouco mais de ritmo de jogo", avaliou Cabo, que trocou Daniel pelo zagueiro Roger, além de Michel Douglas (atacante) pelo volante Dawhan, com Yuri substituindo o também volante Ferrugem.


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"No final, optamos pelo esquema 5-4-1 porque eles [Brasil] passaram a insistir na jogada aérea", argumentou o treinador, que lembrou, ainda, o fato de ter tido uma semana de trabalho entre uma partida e outra, viajando para Pelotas com a equipe completa.
Sobre Rafinha, disse ter considerado as vaias da torcida ao jogador injustas. "Fiquei feliz por ele hoje. Foi o cara do jogo, com um gol e uma assistência. Ele não esteve bem no último jogo, no Rei Pelé [empate em 2x2 com o Coritiba], mas todo mundo tem o seu dia ruim", salientou Marcelo Cabo, que voltou a frisar que a meta na Série B continua sendo os 45 pontos e a permanência na competição no ano que vem.
"O ambiente no CSA segue maravilhoso. Às vezes é que surge alguém querendo jogar um pouco de nitroglicerina. O grupo trabalha quieto, e sei que a maioria da imprensa nos apoia. Afinal, o CSA está há 11 rodadas no G4. São 25 pontos em 13 rodadas, ou seja, quase dois pontos por jogo".
