Especialistas do Serviço de Geologia do Brasil avaliam rachaduras no Pinheiro
Equipes buscam respostas para saber o que está provocando problema; não há respostas até agora
Especialistas da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), vinculada ao Serviço de Geologia do Brasil, estão em Maceió para avaliar as rachaduras existentes no bairro do Pinheiro. Nesta terça-feira (19), as equipes visitaram imóveis no bairro e conferiram de perto o problema. Os trabalhos seguem até o dia 27 de junho e a expectativa é que outras equipes cheguem à capital alagoana nos próximos dias.
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"O Serviço de Geologia vai fazer esse levantamento mais preciso para saber como se originou essa fissura que está com essa extensão toda. Queremos saber para que lado ela vai e como está a drenagem e o saneamento. Todos esses dados vão ser processados para que comecem a entender o caso aqui do Pinheiro", afirmou Dinário Lemos, coordenador da Defesa Civil Municipal.
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Segundo ele, ainda não há pistas do que pode estar acontecendo. "Isso vai ser uma longa investigação. Também vai ser analisada a geofísica, com a expectativa até de passar o GPS dentro das casas. É um processo de estudo que estamos acompanhando", pontua.
No dia 13 de julho, os técnicos que estão em Maceió vão participar de uma videoconferência junto com especialistas de todo o país, que também estão vindo a Alagoas para estudar a questão. Essas informações colhidas vão para um banco de dados para que depois possa ser avaliado o que será feito.


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Ainda segundo Dinário, há histórico de que o Pinheiro vem sofrendo com o problema desde 2006, 2008. "Historicamente, o bairro já vem sofrendo há muitos anos. Com a história do abalo é que isso veio à tona e todo mundo começou a chamar a Defesa Civil, o que levou a esse levantamento de agora", falou.

Ele disse que muitas casas estão com bastante fissuras e, além dos geólogos, o grupo tem também engenheiros que estão avaliando riscos de desabamento. "Algumas delas já pedimos para que evacuasse no sentido de dar mais segurança aos moradores. Pelo que temos conhecimento, essas pessoas saíram das casas e apartamentos".
A moradora Pâmela Penélope é uma das que deixaram a casa em que morava junto com a filha e o marido. Ela disse que não as rachaduras começaram oito dias antes do tremor, então não seria ele o causador disso. Falou também que teve uma chuva muito forte e no outro dia eles estavam presos em casa porque as portas afundaram.
"O buraco que abriu na garagem tá ficando maior e até agora não temos nenhum retorno. Nós precisamos de um posicionamento, uma resolução imediata. Estamos há quatro meses fora de casa. E tem muita gente sofrendo por causa disso. Muitas pessoas não tem condições de pagar aluguel e não tem onde ficar", afirmou Pâmela.

Ela disse que ainda não dá para saber a gravidade do problema, já que os trabalhos acabaram de ser iniciados. "Ainda não dá pra saber. A primeira coisa que viemos fazer é a identificação dessas evidências de movimentação. Ao final dos trabalhos, vamos passar para a Defesa Civil, mas no momento não sabemos dizer o que é", diz.
Sobre o risco de desabamento das casas, Ela disse que também só vai conseguir saber ao final do mapeamento. "O risco é a avaliação do dano e se isso compromete estrutura de casa e vida humana. No final do mapeamento vamos ter um mapa com as áreas de risco", garantiu.












