MPE recomenda medidas urgentes para detectar causas de rachaduras no Pinheiro
Texto foi publicado no Diário Oficial desta quinta-feira; promotor determinou um prazo de 15 dias
O Ministério Público Estadual (MPE), por meio da 66ª Promotoria de Justiça da Capital, emitiu recomendação ao Governo de Alagoas e à Prefeitura de Maceió para que ambos adotem as medidas necessárias recomendadas pelo Serviço de Geologia do Brasil e o Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, para detectar as possíveis causas das rachaduras que surgiram no bairro do Pinheiro, em fevereiro deste ano.
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Segundo o texto apresentado pelo promotor na publicação no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (14), o relatório apontou três possíveis hipóteses:
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a) De um suposto carreamento de sedimentos em camada arenosa, situada a aproximadamente 30 m (??) de profundidade, e atualmente utilizada para escoar os inúmeros sumidouros instalados por toda cidade. O carreamento de areia nesta camada seria intensamente potencializado durante eventos pluviais mais intensos;
b) Os lineamentos mapeados poderiam estar delimitando uma dolina gerada pelo abatimento do teto de cavernas de produção de sal;


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c) O Bairro do Pinheiro estaria localizado em uma área tectonicamente ativa e atualmente mostraria uma tendência à subsidência (afundamento)
Ainda segundo a publicação, nenhuma das hipóteses apresentadas no Relatório Preliminar - Levantamento GPR devem ser descartadas. O promotor recomendou que sejam adotadas medidas, como também a contratação de mão de obra qualificada para utilização dos equipamentos indicados pelas entidades, a fim de determinar as causas exatas das causas dos abalos e monitoramento da área.
Ainda de acordo com a publicação, o relatório recomendou:
"o mapeamento com delimitação integral da área atingida pelo fraturamento (fissuras); a instalação de uma rede de monitoramento geodésico, montada a partir do mapeamento de toda área atingida pelas fraturas (fissuras), incluindo os poços da Braskem; a instalação de uma rede de monitoramento sismográfico; a realização de um levantamento em detalhe com os métodos geofísicos GPR e eletrorresistividade em áreas anômalas identificadas nos radargramas adquiridos na primeira fase de levantamento de dados; o monitoramento da geometria das cavidades geradas pela exploração de sal, desde os poços mais antigos até os recentemente perfuradas, através de perfis sônicos ou método semelhante; e o monitoramento da abertura de fraturas, no maior número possível e de forma mais ampla, contemplando toda área atingida pelas fraturas".
O governador Renan Filho (MDB) e o prefeito Rui Palmeira (PSDB) terão um prazo de 15 dias para informar o MPE sobre as medidas que serão adotadas.
