Guarnição do BPTran teria se envolvido em outra abordagem truculenta, diz Conseg
Vice-presidente do conselho, Antônio Carlos Gouveia, afirmou que militares foram afastados devido ao histórico
O vice-presidente do Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg), Antônio Carlos Gouveia, informou, durante entrevista ao vivo para a TV Gazeta na manhã desta quarta-feira (06), que a guarnição do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), que se envolveu no incidente em frente ao Fórum de Maceió essa semana, já possui um histórico de truculência e, por isso, foram afastados das ruas.
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De acordo com o vice-presidente, os mesmos policiais que participaram da confusão com um funcionário da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB), onde José Geovane foi baleado na perna por um dos policiais militares, já teriam se envolvido em outra caso de truculência durante uma abordagem.
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"O Conseg verifica tudo o que tem a ver com a conduta dos agentes da Segurança Pública em Alagoas. Todos os policiais da guarnição foram afastados por haver esse histórico. O policial precisa ter o bom senso e só utilizar a arma em último caso e pelas imagens divulgadas e percebemos que era possível ter rendido o funcionário da OAB", disse.
Em depoimento, o soldado Vera Cruz relatou que José Geovane teria puxado uma faca após conseguir se desvencilhar dos militares. Esse fato, segundo Antônio Carlos Gouveia, foi negada por testemunhas ouvidas pelo conselho e ressaltou, mais uma vez, que o policial não poderia ter reagido com o disparo de arma de fogo.


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"Essa versão de que o guardador de carros teria puxado uma arma, foi desmentida por testemunhas que informaram não ter visto essa arma. A ação foi descabida e ele não poderia ter reagido daquela forma. A arma tem que ser o último artifício a ser utilizado pelo agente da segurança pública, salvo uma situação de ameaça iminente, o que não foi confirmado por testemunhas", complementou.
BPTran investigado
O vice-presidente do Conseg também destacou que todo o BPTran está sob investigação acerca do desaparecimento de um jovem em janeiro deste ano, após uma abordagem de policiais do batalhão.
"Sabemos que a renga são que homens de bem, saem de casa com o objetivo de proteger a sociedade. Não podemos deixar que as exceções virem regras. O batalhão em questão já possui essa investigação acontecendo e isso o põe em estado de alerta", concluiu.
