Procon notifica 70 postos e órgão recebe cerca de 120 denúncias de preço abusivo
Postos de combustíveis terão 10 dias para apresentar a defesa e explicar motivos sobre os reajustes
O Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/AL) informou, nesta segunda-feira (28), que cerca de 70 postos localizados em todo o estado foram notificados para explicar os motivos que os levaram a ajustar o preço do combustível na bomba. O órgão alegou que, após a notificação, as empresas têm até 10 dias para apresentar a defesa, apontando as justificativas.
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De acordo com o Procon, as equipes receberam as denúncias após consumidores entrarem em contato denunciando as irregularidades nos postos. Diante das informações, as equipes foram para as ruas, notificando os postos que teriam alterado os valores na bomba, mesmo sem o valor do combustível ter sido ajustado nas refinarias.
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Ainda de acordo com o Procon, desde a última quarta-feira - quando a paralisação dos caminhoneiros afetou mais gravemente várias cidades do Brasil -, até esta segunda-feira cerca de 120 denúncias de preços abusivos praticados nos postos de combustíveis chegaram ao órgão. Os fiscais estão levantando as informações e fiscalizando.
Na manhã desta segunda, foi criado um observatório integrando com a participação de integrantes de vários órgãos - municipais, estaduais e federais -, com o objetivo de acompanhar o preço de combustível que é praticado pelos empresários em Alagoas. Além do preço, a qualidade do serviço e o atendimento ao cliente também serão alvos da análise do colegiado.


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A criação do observatório acontece no dia em que o Sindicombustíveis informou que valor da gasolina ainda deve aumentar, aproximando-se dos R$ 5 no estado, e que dificilmente venha diminuir no curto prazo. Apesar de toda a paralisação, até o momento o governo federal não informou que se a política de reajuste diário da gasolina vai seguir sendo realizada diante da mobilização da população brasileira.
