CSA x Londrina: ídolos do Azulão relembram final da Taça de Prata de 1980
Clubes se enfrentaram na decisão de campeonato que se equiparava à atual Série B; rival levou a melhor e Castanha foi expulso após agredir bandeirinha
CSA e Londrina vão se reencontrar após 38 anos da grande final da Taça de Prata de 1980. E apesar de o contexto atual ser bem diferente, o confronto deste sábado, no Paraná, faz ressurgir lembranças do torcedor. O resultado daquela decisão não satisfez a nação azulina, mas não faltou história de bastidor a ser contada quase quatro décadas depois.
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O elenco do CSA era formado por Joca, Paulinho, Luizinho, Dick e Ronaldo Alves, Zé Roberto, Jurandi, Zé Luiz, Jorge Siri, Alberto Carioca, Márcio, Alberto Leguelé, Luiz Carlos, Peu, Gilmar e Nilson. Mesmo desacreditado, o CSA venceu nove das 15 partidas que disputou, empatando três vezes e perdendo outras três. Com isso, chegou à final com mérito, afastando a desconfiança da torcida.
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E a decisão aconteceu em dois jogos. A primeira partida da final foi realizada em Maceió, no dia 11 de maio, no Estádio Rei Pelé. Um dos ídolos do Azulão, o ex-jogador Peu esteva em campo e lembra os detalhes do único gol marcado pelo time marujo, que empatou em casa (1x1) e acabou derrotado no jogo da volta, por 4x0.

"O Rei Pelé estava lotado. Acho que eram mais de 40 mil pessoas naquela tarde de domingo. Eles (Londrina) abriram o placar, mas nós empatamos o jogo. Recebi um lançamento do Zezinho e dei um toque de cabeça, encobrindo os zagueiros. O centroavante Dentinho dominou a bola e, de pé direito, fez a torcida vibrar", recorda o também campeão mundial pelo Flamengo.


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Na oportunidade, Peu foi escolhido o craque do campeonato. Como se não bastasse, também foi eleito a revelação do campeonato, já que tinha apenas 19 anos.
E Peu lembra que o CSA por muito pouco não virou o placar. O gol que daria a vitória ao time da casa foi anulado após o bandeirinha marcar impedimento, o que gerou outro fato inesquecível. É que o massagista do time, o folclórico Castanha, discordou da marcação e agrediu o assistente, correndo em seguida para o vestiário.
Ele foi expulso pelo juiz, mas, ainda assim, participou da partida seguinte, em Londrina. O próprio Castanha conta o porquê. Confira:
Na semana seguinte, o clube viajou para a cidade de Londrina-PR com a esperança de trazer o título inédito para Maceió. A torcida foi até o CT Gustavo Paiva, no Mutange, para seguir, em carreata com jogadores e comissão técnica, até o aeroporto.
Porém, chegando à cidade paranaense, a recepção aos jogadores não foi nada calorosa. Isso porque, além do frio, a delegação azulina também teve de encarar grupo de torcedores que estacionou um trio elétrico e soltou fogos durante toda a noite e madrugada, às vésperas da grande partida.
E além do fato de o rival ter sido superior dentro de campo, outro acontecimento contribuiu com a perda do título nacional, segundo três jogadores daquele elenco. Jorge Siri, Peu e Zé Roberto Catuaba falam sobre o ocorrido no vídeo abaixo.
[VIDEO2]
O árbitro da partida foi o consagrado José Roberto Wright, que, hoje, é comentarista esportivo. Ao apitar o término do jogo, a torcida do clube paranaense invadiu o campo. Ele chegou a acionar o policiamento, mas não adiantou. Para a equipe azulina, restou o sentimento de dever cumprido, com o CSA entrando para a história como o primeiro time de Alagoas a chegar a uma final de competição nacional.
Taça Caixa de Prata
Neste sábado (19), o Estádio do Café, palco daquela decisão, receberá novamente o duelo que entrou para a história de ambos os clubes. Será o já denominado "Reencontro de Campeões", transformado numa data festiva para ambas as equipes, com a Caixa Econômica Federal patrocinando a "reedição" da final de 1980 ao lançar a Taça Caixa de Prata.
O troféu será entregue para a equipe que se sair melhor nos dois confrontos, como forma de homenagear tanto CSA, quanto Londrina, campeões da Série C do Brasileiro de 2017 e da Taça de Prata, respectivamente.

