Pré-candidato à presidência pelo Psol aposta em "vaquinha" para tocar campanha
Em Alagoas, Guilherme Boulos e cúpula do partido concederam entrevista coletiva na manhã desta terça-feira
O pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos, esteve em Maceió, na manhã desta terça-feira (15), para o lançamento oficial da pré-candidatura de Basile Christopoulos ao governo do Estado. Além deles, também estiveram presentes o pré-candidato ao Senado pelo PCB, Osvaldo Maciel e o presidente do diretório estadual do PSOL, Gustavo Pessoa. Durante entrevista coletiva, foi anunciado que a campanha eleitoral do partido será feita por meio de financiamento coletivo e "vaquinha virtual".
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Na ocasião, o pré-candidato citou alguns pontos que vão nortear sua campanha para o pleito de 2018. Segundo ele, o programa que o partido defende para o Brasil visa contemplar a maioria do povo, defendendo igualdade de oportunidades, enfrentamento aos privilégios, mais participação popular e poder para as pessoas.
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"O nosso programa não é apenas para militâncias de esquerda. As ideias que estamos levando a diante com essa pré-campanha, que vamos levar durante a campanha eleitoral, são ideias que contemplam a percepção, a posição e os interesses da maioria do nosso povo", afirmou Guilherme Boulos.
Boulos ressaltou que a campanha pela corrida presidencial será feita através de financiamento coletivo, "vaquinha" virtual, além da contribuição dos que acreditam no projeto.


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"A nossa campanha vai ser porta a porta, retomando uma forma de fazer campanha que não é essa que se costuma fazer com cabo eleitoral pago, campanhas milionárias. Vamos fazer campanha com pé no barro, dialogando com o povo, rodando o país, batendo porta a porta com grupos de ação", disse.
Entre as propostas do pré-candidato à presidência estão as reformas tributárias e trabalhistas. De acordo com Boulos, a reforma tributária é um debate que precisa ser discutido não só em âmbito nacional, mas também para melhorar distribuição da arrecadação de impostos aos estados do Brasil.
"Hoje, fica o grosso da arrecadação da carga tributária com a união, o que vem para os estados e municípios é uma parcela menor, mas as responsabilidades e as necessidades em relação as áreas essenciais estão muito focadas em estados e município", destacou Guilherme.
Segundo ele, é preciso pensar uma repactuação federativa que permita uma melhor transferência de arrecadação para estados e municípios, passando também pela renegociação das dívidas dos estados. "A nossa proposta passa por renegociar essa dívida impagável que está estrangulando boa parte dos estados brasileiros, impedindo a capacidade de investimento público em áreas essenciais como saúde, educação, segurança pública, moradia".
Sobre a reforma trabalhista, o pré-candidato afirmou que, umas das medidas a ser tomada, caso ganhe as eleições, será de enviar a proposta de um plebiscito para revogar as medidas tomadas pelo governo de Michel Temer no tocante as reformas.
"Nós vamos debater a revogação da reforma trabalhista que retirou direitos, vamos debater a revogação da emenda constitucional 95, que congelou investimentos sociais no Brasil, vamos debater revogação da entrega dos campos do Pré-sal para empresas estrangeiras, pois é inadmissível que o patrimônio nacional seja entregue a preço de banana para empresas estrangeiras", concluiu.
