'AL não pode atender pleito dos militares, mas acordo deve sair', diz SSP
Em entrevista à Rádio Gazeta, secretário Lima Júnior falou também sobre preparação para as eleições e combate a assaltos a bancos e coletivos
Em entrevista nesta quarta-feira àRádio Gazeta, dentro do programa Ministério do Povo, o secretário de Estado da Segurança Pública (SSP), coronel Lima Júnior, afirmou que uma nova proposta de negociação com os militares deve ser apresentada em breve. De acordo com o secretário, apesar de o governo estadual não ter condições de atender ao pleito dos servidores, um acordo está próximo de acontecer. A categoria cobra 12% de reajuste, que seria implantado dentro de dois anos e a partir de 2019, mas o Estado quer pagar até 2022.
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Na oportunidade, Lima Júnior também foi questionado, por exemplo, sobre a preparação das forças de segurança para as eleições deste ano. Segundo ele, as polícias devem mais uma vez trabalhar em conjunto no intuito de evitar fraudes eleitorais. "Estamos fazendo um planejamento de integração para unirmos forças no combate à corrupção", pontuou.
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E as recentes ameaças de morte ao secretário também esteve entre os temas abordados, com Lima Júnior destacando a transferência dos presos investigados. "Nós descobrimos que este plano para me matar foi idealizado por facções. Mas estamos tomando as devidas providências, como a transferência de presos para outros estados. Isso só comprova que representamos uma ameaça para este bando", ressaltou.
Uma das medidas, segundo ele, diz respeito ao bloqueio de sinal para aparelho de telefone celular nos presídios de Alagoas. "Toda vez que a polícia faz revista nos presídios, são encontrados de 30 a 40 celulares. Então, o bloqueio do celular será essencial, embora ainda não possa afirmar quando isso será efetivado", explicou.


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Ainda de acordo com Lima Júnior, o número de assaltos a bancos e a coletivos, outra preocupação da Segurança Pública em Alagoas, têm diminuído em todo o estado. Na ocasião, o secretário também foi enfático ao discordar da suspeita de que os ataques a agências bancárias na capital e interior teriam alguma ligação com o período eleitoral - de modo a fomentar campanhas de candidatos criminosos.
"Quando prendemos os acusados de assaltos a banco, analisamos a ficha criminal de cada um e constatamos que eles são reincidentes. Ou seja, estamos falando de pessoas que há muito estão a praticar este tipo de crime", salientou.
