Alagoas gasta 53% da arrecadação com salários de servidores
Despesas foram registradas em 2017; no 1º bimestre deste ano, Estado comprometeu 59% de sua receita com folha de pessoal
Alagoas gastou em 2017 mais da metade de sua arrecadação líquida com servidores públicos na ativa, aposentados e pensionistas. Segundo dados fornecidos pelo governo do Estado e disponibilizados pela Secretaria do Tesouro Nacional, os gastos com esses servidores comprometeram 53% da receita corrente líquida.
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Segundo matéria publicada neste domingo (6) pelo G1, somente três unidades da federação (Distrito Federal, Goiás e Sergipe) desembolsaram menos que 50% da receita líquida com esses servidores no ano passado.
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Há casos de estados em que os gastos com os servidores ativos, inativos e pensionistas superaram a marca de 60% da receita corrente líquida em 2017, como Minas Gerais (60%), Rio de Janeiro (65%), Tocantins (66%) e Roraima (77%).
Essa conta considera os gastos com servidores de Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público dos estados. A Lei de Responsabilidade Fiscal, porém, estabelece limites individuais para cada um dos poderes.


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Considerados cada um dos poderes individualmente, apenas o Executivo estadual supera o limite da LRF, que é de até 49% dos gastos com pessoal. Isso acontece nos seguintes estados: Santa Catarina, Minas Gerais, Acre, Tocantins, Rio de Janeiro e Roraima.
A receita corrente líquida, considerada para efeitos do cálculo, abate os repasses constitucionais feitos aos municípios e a contribuição dos servidores para o custeio do seu sistema previdenciário.
aumento gradual
E 2018 não começou muito diferente. Segundo dados do Tesouro Nacional, a maioria dos Estados brasileiros passou o primeiro bimestre com a maior parte das suas receitas comprometida com o pagamento de pessoal. A pior situação é a de Mato Grosso, que gastou 74% da receita total com despesas de pessoal e encargos sociais. Alagoas comprometeu 59% da sua receita com a folha de servidores.
Os dados mostram que, no período, 12 Estados gastaram mais de 50%, de tudo que arrecadaram, com pessoal: Rondônia (50%), São Paulo (51%), Sergipe (54%), Espírito Santo (56%), Bahia (57%), Pernambuco (59%), Minas Gerais (59%), Alagoas (59%), Santa Catarina (63%), Goiás (68%), Rio Grande do Sul (71%) e Mato Grosso (71%).
