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Familiares esperam por mais de 48h pela liberação de corpos de vítimas no IML

Com Operação Padrão deflagrada por servidores, corpos não estão sendo liberados para sepultamento

Além de enfrentar a dor por perder um parente de forma trágica ou violenta, familiares enfrentam há mais de 48h uma peregrinação em busca da liberação de corpos no Instituto Médico Legal (IML) de Maceió. Com a decretação da Operação Padrão por parte de legistas e peritos criminais desde segunda-feira (23), os familiares não têm ideia de quando vão conseguir sepultar seus parentes.

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De acordo com Maria Aparecida dos Santos, de 34 anos, o irmão dela sofreu um acidente em trecho da BR-104 na cidade de Murici na manhã dessa terça-feira (24) e, mais de 24h depois, ela continua no IML aguardando a liberação do corpo pelo órgão. Ele foi atropelado por um caminhão enquanto trafegava pela estrada federal.

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"Estou aqui desde ontem à tarde e eles [servidores] não se entendem sobre o atendimento, porque uma hora falam que vai ser liberado tal hora, já outra dizem que não vai ser mais. Enquanto isso, o nosso sofrimento vai aumentando, ficando sem resposta. O cemitério não vai aceitar enterrá-lo hoje e vamos ter que adiar pra amanhã se for liberado. Não sabemos mais o que fazer", expôs Aparecida.

Uma mulher, que pediu pra não ser identificada pela reportagem, contou que estava na sede do IML desde a última segunda-feira à noite esperando a liberação do corpo do filho dela, que foi assassinado a tiros. "Estou aqui desde segunda, mas até agora ele não foi liberado e não sabemos quando isso vai acontecer. É um absurdo eu não ter o direito de enterrar meu filho", lamentou ela em entrevista.

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Não só a liberação de corpos está sendo afetada. Equipes da Polícia Militar que precisam realizar procedimentos em vítimas de violência também estão tendo dificuldades.

Uma guarnição da Patrulha Maria da Penha está desde as 13h na sede do IML de Maceió para realizar exame em uma mulher vítima de agressão, mas foi informada que a prioridade são os presos que são encaminhados para o corpo de delito.

Uma outra mulher, vítima de tentativa de homicídio, relatou que está, desde o último dia 18, todos os dias indo até o IML para se submeter ao exame de corpo de delito para anexar ao inquérito, mas até o momento não foi atendida.

"Uma mulher tentou me matar na semana passada e preciso anexar esse laudo ao inquérito na Delegacia da Mulher. Estou correndo riscos, mas por conta desta paralisação, fico sem segurança alguma porque a pessoa está aí. Solta!", relatou.

Por meio da assessoria de imprensa, a Perícia Oficial informou que a demora na liberação dos corpos se dá pela Operação Padrão deflagrada pelos servidores do órgão.

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