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Reunião não avança e militares vão reduzir policiamento de forma drástica em AL

Associações se articularão com lideranças neste fim de semana; governo deve apresentar contraproposta na próxima terça

Mais uma vez, representantes de associações militares se reuniram com membros da Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) para tentar chegar a um acordo em relação ao reajuste salarial. Porém, o encontro, que aconteceu na manhã desta sexta-feira (20), na sede do órgão, no Centro da cidade, não surtiu efeito. Indignados, os militares preparam novas ações, como a redução drástica no policiamento em Alagoas, enquanto o Estado pensa em uma contraproposta que será apresentada à categoria na próxima terça (20).

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Em entrevista no início desta tarde, o presidente da Associação dos Bombeiros, sargento Marcos Ramalho, informou que as lideranças esperavam uma resposta positiva por parte do Executivo no encontro, mas, segundo ele, não houve nenhum avanço.

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"Queremos os 29% de reajuste, que é nosso direito. O Estado não ofereceu nenhuma contraproposta, o que nos leva a continuar com as mobilizações antes de um possível aquartelamento. Não podemos aceitar os 10% oferecidos pelo governo", destacou Ramalho.

Apesar de a mesa de negociações não ter avançado, o Governo do Estado, através da Secretaria de Planejamento, sinalizou que vai apresentar uma contraproposta aos militares na próxima terça, em uma reunião a partir das 8h, na sede da Seplag.

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"Vamos levar o que for anunciado para uma assembleia geral. Já a partir de hoje, visitaremos as unidades militares e nos reuniremos com as lideranças para organizar as novas ações mobilizatórias. Só vamos trabalhar dentro dos meios legais, reduzindo drasticamente o policiamento. A força-tarefa e a Ronda no Bairro continuam suspensas, inclusive", assinalou o militar, pontuando que o aquartelamento só se dará caso não haja avanço na próxima resposta apresentada pelo Governo.

A assessoria de comunicação da Seplag informou que a reunião foi "amistosa", em que o secretário apresentou a situação atual do Estado. "Enquanto as associações conversam com as tropas, o governo faz um estudo para que todos cheguem a um denominador comum na próxima terça. É provável que essa contraproposta seja apresentada".


				Reunião não avança e militares vão reduzir policiamento de forma drástica em AL
FOTO: Assessoria/Seplag

IMPASSE

Após a ameaça de aquartelamento da tropa, o Executivo resolveu oferecer 10% de reajuste, parcelado em quatro anos, proposta que foi mantida no encontro desta sexta. Em assembleia ainda na semana passada, porém, os militares rejeitaram o percentual, já que pedem 29% de aumento, o que deixaria o salário equiparado com o de delegado.

Durante a reunião da terça, o secretário de Planejamento, Fabrício Santos, alegou que o Estado ultrapassaria o limite máximo da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) caso a folha aumentasse mais, gerando diversas consequências. Ele acrescentou, ainda, que o soldado alagoano tem o segundo maior vencimento do Brasil.

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