Estudantes fecham Fernandes Lima em protesto por ônibus escolar
Motoristas dos ônibus escolares paralisaram atividades após quatro meses com salários atrasados
Cerca de 150 estudantes fizeram um protesto, na manhã desta segunda-feira (9), em frente ao Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas (Cepa), no Farol, reivindicando ônibus escolar do Estado. Os manifestantes chegaram a fechar a Avenida Fernandes Lima, mas foram retirados pela polícia.
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De acordo com informações repassadas à reportagem, que se dirigiu até o local, os alunos apoiam o pleito dos motoristas do transporte escolar, que estão sem receber há quatro meses. A categoria deixou de trabalhar há duas semanas, inclusive, não havia nenhum motorista no Cepa e o estacionamento estava completamente vazio nesta manhã.
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Estudantes de diversas regiões da capital alegaram não ter ônibus, dentre elas, Benedito Bentes, Eustáquio, Chã da Jaqueira, Ouro Preto, Jacintinho, Santo Amaro, Chã Nova, Gama Lins, Jardim Petrópolis, Village Campestre e Canaã.
"Faltei duas vezes porque eu não tinha dinheiro para pegar o ônibus comum, e, se continuar sem motorista, vou ter que ficar em casa", lamentou José Claudemilson.


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A estudante Thaís de Melo falou que é difícil o custeio de passagem de ônibus. "Vou ter que faltar a todas as aulas por muito tempo, se continuar assim".

O PROTESTO
Durante o protesto, os alunos chegaram a interditar os dois sentidos da Fernandes Lima, mas a guarnição policial designada para a localidade retirou o grupo. Os estudantes argumentaram que não houve negociação e alguns manifestantes foram agredidos.
Por sua vez, o tenente Gilson, do Batalhão de Polícia Escolar (BPEsc), negou qualquer agressão por parte da Polícia Militar (PM), afirmando não ter presenciado qualquer ato de truculência. "Negociamos com eles e foi formada uma comissão com cinco alunos para se reunir com o Gerenciamento de Crises. Quanto à agressão, não vi nada disso. Nós do batalhão temos, inclusive, uma maneira diferente de lidar com eles, jamais com agressividade".
Após o protesto, a secretária estadual de Educação, Laura Souza, se reuniu com uma comissão de alunos.
Resposta da Seduc:
A Secretaria de Estado da Educação informa que a paralisação é pontual, atingindo apenas algumas linhas da capital. Esta situação do transporte escolar não prejudicará as atividades das escolas e dos estudantes. A empresa contratada já está tomando as devidas providências. A Seduc ressalta ainda que não são três meses de atraso, pois em janeiro foi período de férias escolares e o mês de março ainda não foi aberto processo. Explica ainda que o pagamento de fevereiro deverá ser efetuado após liberação do recurso por parte da comissão das secretarias da Fazenda e do Planejamento.

