Advogado morto chegou a entregar dinheiro aos bandidos, afirma testemunha
Vigilante que foi rendido na ação foi colocado de joelhos e de costas enquanto advogado era abordado
O vigilante da loja onde o advogado José Fernando Cabral de Lima foi morto, na manhã desta terça-feira (3), revelou que a vítima chegou a entregar uma quantia em dinheiro aos criminosos antes de ser morto com dois disparos de arma de fogo. "Eles pediram mais", revelou a testemunha do caso. Apesar do relato, que deixa a entender que tratou-se de um latrocínio, a Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) também trabalha com a possibilidade de que foi um crime de execução.
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Em entrevista àGazetaweb, o vigilante José Heleno, que estava de serviço na hora do crime, revelou que os dois suspeitos chegaram em uma motocicleta e disseram que entregariam um documento no estabelecimento. Após essa abordagem, os criminosos entraram no escritório e anunciaram o assalto. Segundo Heleno, os suspeitos subiram até o primeiro andar, o colocaram de costas e pediram, ao advogado e ao sócio dele - que não teve a identidade revelada -, alguns objetos pessoais e uma quantia em dinheiro.
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José Heleno narrou que o advogado José Fernando chegou a repassar uma quantia em dinheiro para a dupla criminosa, mas os suspeitos pediram mais. Logo em seguida, houve o disparo de arma de fogo. "Não tenho como dizer que o advogado reagiu ou não. Eu estava de costas neste momento. Logo após o disparo, os bandidos fugiram", afirmou.

De acordo com a delegada de Homicídios, Paula Francinetti, a cena do crime foi levantada por peritos da Perícia Oficial e todas as informações coletadas por eles serão juntadas no corpo do inquérito policial que foi aberto para apurar as circunstâncias que resultaram na morte da vítima.


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A delegada explicou que, até o momento, não pode afirmar com precisão se o advogado foi vítima de latrocínio ou acabou sendo executado. Ela relatou que, ao menos, três testemunhas devem ser ouvidas nas próximas horas.
Segundo familiares, José Fernando Cabral de Lima deixa esposa e duas filhas, de 23 e 17 anos. Após a cena do crime ser periciada, o corpo do advogado foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML).
