Trabalhadores fecham acesso ao Porto contra reajuste de fundo previdenciário
Movimento no cais está suspenso e fila de caminhões de carga se formou em Jaraguá
Trabalhadores do Porto de Maceió paralisaram as atividades, na manhã desta terça-feira (03), e bloquearam o acesso ao cais, gerando uma enorme fila de caminhões de carregamento e muitos transtornos em trecho do bairro de Jaraguá.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O movimento tem um caráter nacional e é liderado, aqui, pelos filiados ao Sindicato dos Portuários de Alagoas (Sindport-AL).
Leia também
Os funcionários dizem ser contra o reajuste de 200% no pagamento para o fundo de pensão. Na prática, um servidor da ativa, que tinha 8% de desconto nos salários como contribuição ao Portus, passa a ser descontado em 27%.

Os trabalhadores, representantes do Portus, que é o fundo de previdência dos empregados das Companhias Docas, estão preocupados com a possibilidade de falência do instituto.


Jovem é encontrado morto em terreno baldio no bairro Cleto Marques

Defensoria cobra solução para atrasos na coleta de lixo em Maceió

Operação prende 9 suspeitos e influenciador PTK em Alagoas

Enem 2026: Inscrições encerram nessa sexta-feira
O Portus é uma entidade fechada, criada em 1979 pela extinta Portobrás, que na época era responsável pela administração dos portos brasileiros. O Portus foi criado com o objetivo de proporcionar aos trabalhadores portuários um complemento aos benefícios previdenciários.
Presidente do sindicato em Alagoas, Milton Jorge da Silva Lima informou que, no estado, 68 trabalhadores dos setores operacional e administrativo cruzaram os braços com a intenção inicial de acompanhar a paralisação nacional de 48 horas.

Uma assembleia foi agendada pela categoria, para as 11h desta terça, para avaliar os rumos do movimento. Enquanto isso, os trabalhos no Porto ficam parados.
Os funcionários querem mobilizar a bancada federal para tentar mudar a nova regra de desconto. Mas, de imediato cobram a suspensão do reajuste por 90 dias e a realização de novos cálculos.
"O governo deve R$ 13,5 bilhões ao fundo, que é mantido com repasse de 50% do trabalhador e 50% das companhias Docas do Brasil, ligadas ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.
