Polícia Civil indicia militar acusado de matar a mulher no São Jorge
Segundo delegado, após discussão, cabo Ivan Augusto atirou contra a companheira dentro de apartamento e na presença da filha de 13 anos
O delegado Robervaldo Davino, do 6° Distrito da Capital, concluiu e encaminhou à Justiça o inquérito policial que investigou o assassinato de Expedita da Silva, de 32 anos, morta dentro de seu apartamento, localizado no Residencial Costa Norte, no Sítio São Jorge, na tarde do último dia 19 de janeiro. O acusado é o cabo PM Ivan Augusto dos Santos Júnior, que foi indiciado pelo crime de feminicídio, praticado - segundo a polícia - na presença de uma filha menor, de apenas 13 anos de idade.
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De acordo com o delegado, o cabo PM Ivan confessou a autoria do assassinato, praticado após uma discussão, e segue recluso após ter a prisão preventiva decretada.
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Além da pistola calibre 380, usada no cometimento do crime, a polícia apreendeu também outra pistola, calibre .40. Ambas as armas são de propriedade do militar e estão devidamente registradas.
A perícia realizada pelo Instituto de Criminalística (IC) confirmou que os projéteis recolhidos pela equipe do 6° DP, no quarto do casal, foram deflagrados pela pistola 380 do militar.


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"Esta é mais uma prova da autoria do crime", disse o delegado Davino, que enviou cópia do inquérito à Delegacia dos Crimes Contra a Criança, após obter a informação de que o cabo PM Ivan costumava agredir a filha mais velha.
A polícia apurou, ainda, que a mulher era agredida com frequência pelo acusado, que prometia matá-la se ela denunciasse as agressões. "No dia do crime, ela disse que iria contar tudo à polícia", acrescentou o delegado.
Expedita da Silva ainda chegou a ser internada no Hospital Geral do Estado (HGE), mas veio a óbito naquela unidade de saúde. O laudo cadavérico atestou que ela sofreu uma septicemia (infecção) generalizada, em razão do disparo que atingiu seu abdômen.
