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Secretaria vai apurar repasse de celulares a preso após conversa com advogado

Fato aconteceu nessa sexta, no Cadeião; BO foi registrado na Central de Flagrantes

A Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) vai instaurar, na próxima segunda-feira (19), um procedimento administrativo para investigar as circunstâncias que levaram o preso Carlos Eduardo de Barros a sair do parlatório (local reservado aos custodiados para atendimento com advogados) com dois aparelhos celulares. O fato aconteceu na manhã dessa sexta-feira (16), na Casa de Custódia da Capital, o Cadeião.

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O detento foi flagrado na saída do espaço pelos detectores de metais. O diretor do presídio, Vinicius Lamenha, informou àGazetawebque a primeira providência a ser tomada foi levar o preso para a Central de Flagrantes e pedir imagens das câmeras de videomonitoramento do parlatório para tentar entender o que aconteceu.

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A direção garante que, antes de entrar no local para conversar com o advogado, o reeducando não estava com os aparelhos celulares. "Procedimento de rotina é passar pelos detectores antes de entrar no parlatório e isso foi feito. O que sabemos é que este preso deixou o local com este material ilícito e vamos, agora, investigar como isto ocorreu", afirmou o diretor.

Ele deixou claro que ainda não há qualquer comprovação de que o detento recebeu os aparelhos do advogado, que não teve a identificação revelada. Só existe, segundo ele, a certeza de que os equipamentos apareceram imediatamente após o bate-papo entre o profissional do Direito no parlatório.

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De acordo com Vinicius Lamenha, a distância entre a porta que dá acesso ao espaço reservado até o detector de metais é de aproximadamente dois metros. Ao sair de lá, é necessário que o preso seja escoltado até a cela por agentes penitenciários.

"O material foi apreendido na mesma hora e tomamos as medidas que foram necessárias para o momento. Segunda-feira vou levar a ocorrência à Secretaria para que outras providências sejam adotadas. Precisamos saber quem repassou os ilícitos para o detento e é bem provável que as câmeras tanto do parlatório como dos corredores tenham flagrado o que realmente aconteceu", explica.

O diretor esclarece que os advogados não são obrigados a ser revistados na entrada das unidades prisionais, mas há um acordo entre a Seris e a OAB, entidade que representa a classe, para que o profissional deixe os aparelhos celulares na sala da Ordem, que fica dentro dos presídios. Ele diz não saber, ainda, se este procedimento foi cumprido pelo referido advogado.

Após um apelo da OAB, as câmeras que captam a área onde fica o advogado no parlatório foram retiradas, mas o videomonitoramento no lado onde fica o custodiado permanece.

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