Suspeitos de matar policial e extorquir padre com vídeo de sexo são presos em SP
dson Ricardo da Silva e Luiz Antônio Carlos Venção tiveram a prisão decretada em fevereiro, após morte do sargento; eles negam o assassinato
A Polícia Civil prendeu na tarde desta sexta-feira (16) dois suspeitos de envolvimento na morte do sargento da Polícia Militar Paulo Sérgio de Arruda, em fevereiro deste ano em Matão (SP). Edson Ricardo da Silva e Luiz Antônio Carlos Venção foram presos após uma entrevista coletiva no prédio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Sertãozinho (SP).
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Segundo a investigação, o policial foi morto a tiros ao tentar fazer um flagrante de extorsão a um padre, que aparece em um vídeo fazendo sexo com Silva.
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Para a polícia, Silva e Venção exigiram R$ 80 mil do religioso para não divulgar as imagens. O policial teria sido morto por Silva no momento em que chegou à casa do padre para abordar os suspeitos.
A dupla admite ter pedido dinheiro ao padre, mas nega envolvimento no assassinato. Segundo o advogado, os tiros foram disparados por um dos outros três policiais que auxiliavam o sargento na ação.


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Uma sindicância foi aberta pelo 13º Batalhão da Polícia Militar do Interior para apurar a ação dos policiais. Eles foram transferidos para outras unidades até o fim da investigação.
Bate-boca durante a prisão
A prisão dos suspeitos em Sertãozinho foi marcada por uma discussão entre o delegado Marcos Marcuzzo, responsável pelo caso em Matão, e o advogado Luiz Gustavo Vicente Pena, que defende a dupla.
Marcuzzo acusou a defesa de descumprir o acordo firmado para que os dois se apresentassem à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) nesta sexta-feira. Antes de seguirem para a polícia, os suspeitos foram apresentados pelo advogado à imprensa, em uma coletiva de imprensa convocada por ele.
"O combinado foi de eles se apresentarem na delegacia, e não dar entrevista, trazer foragidos da Justiça na sede da OAB. A OAB não é feita pra isso, dar guarita pra foragidos da Justiça. Estou com um mandado de prisão expedido pela Justiça e vou cumprir."
Pena acusou a polícia de arbitrariedade. "O delegado está com medo que a verdade apareça", afirmou.
