Comissão de Ética aplica censura ética a Segovia, ex-diretor-geral da PF
Antes de deixar cargo, ele concedeu entrevista na qual falou sobre inquérito em andamento que investiga Temer
A Comissão de Ética Pública da Presidência informou nesta terça-feira (12) que decidiu aplicar "censura ética" ao ex-diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia. A censura equivale a uma espécie de mancha no currículo.
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Conforme a comissão, Segovia recebeu a censura em razão da entrevista concedida à agência de notícias Reuters, em fevereiro, na qual indicou a tendência da PF pedir o arquivamento da investigação sobre o presidente Michel Temer no inquérito que apura suposto pagamento de propina para edição de um decreto relacionado ao setor de portos.
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Em fevereiro, a comissão deu um prazo de 10 dias para o então diretor-geral da PF prestar esclarecimentos no processo que apurou sua conduta. A denúncia foi apresentada pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do PT na Câmara.
A decisão de aplicar censura ética a Segovia foi tomada pelos conselheiros da comissão na reunião realizada na segunda-feira (12). Para o órgão, o ex-diretor da PF infringiu o "Código de Conduta da Alta Administração Federal", já que "se manifestou sobre investigação policial ainda em curso.


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A decisão de aplicar censura ética a Segovia foi tomada pelos conselheiros da comissão na reunião realizada na segunda-feira (12). Para o órgão, o ex-diretor da PF infringiu o "Código de Conduta da Alta Administração Federal", já que "se manifestou sobre investigação policial ainda em curso.
Segovia já deixou o comando da PF. Ele foi substituído por Rogério Galloro, que assumiu o cargo de diretor-geral ao ser escolhido pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. Segovia, por sua vez, foi nomeado para atuar como adido na embaixada do Brasil em Roma.
O Ministério das Relações Exteriores reconheceu, no início de março, que a nomeação de Segovia para a função de adido na Itália seguiu um rito especial. Em geral, o processo de nomeação para o cargo de adido em Roma dura meses, mas foi encurtado para dois dias. Isso porque, segundo o ministério, não houve a devida consulta.
