Sindicato das autoescolas fará mobilização contra greve do Detran
Categoria reivindica a abertura de processo no próprio estabelecimento, garantindo autonomia das empresas
O Sindicato dos Centros de Formação de Condutores do Estado de Alagoas (SindCFC-AL) fará, nesta terça-feira (6), no Estacionamento do Jaraguá, uma mobilização reivindicando a abertura do processo de habilitação nos centros de formação de condutores (CFCs) e a execução de 30% dos serviços por parte dos servidores do Detran.
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A categoria enfrenta uma queda de quase 100% das matrículas de novos alunos para habilitação, renovação e reciclagem da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) devido à greve dos servidores da autarquia, que dura mais de 30 dias. A abertura de processo para esses procedimentos é feita somente no órgão, o que tem prejudicado a prestação de serviço pelos estabelecimentos de ensino.
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O sindicato convocou os proprietários dos 110 centros de formação para comparecerem à mobilização, com suas frotas, para pleitear o funcionamento de 30% dos serviços do Detran, além do procedimento de abertura de processo no CFC. Na oportunidade, será assinado pelos empresários um abaixo assinado solicitando a implantação do serviço para os CFCs.
Alagoas é o único estado do Nordeste que o processo para os serviços oferecidos pelos centros de formação não são feitos no próprio estabelecimento. O presidente do SindCFC Alagoas, João Batista Neto, fala que caso os servidores do Detran retomem as atividades, solicitará junto ao órgão, em caráter de urgência, a abertura dos processos de habilitação nos CFCs.


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Ainda segundo o presidente do SindCFC Alagoas, a adoção deste procedimento é uma ferramenta essencial para desafogar a sede do Detran, reduzir custos para a autarquia, facilitar o deslocamento dos contribuintes, direcionando-os para o CFC mais próximo e, consequentemente, aumentando a arrecadação do Estado. Outro benefício direto que traz a liberação deste procedimento será os 110 postos de atendimento (CFCs) ofertados a custo zero, assim trazendo a comodidade para todos os consumidores envolvidos.
"Não podemos ficar reféns desta situação diante do investimento e responsabilidade social que temos, o sindicato tem corrido muito para reverter essa situação e demonstrar o prejuízo que essa greve vem nos causando", lamenta o presidente do SindCFC Alagoas.
