Novo diretor-geral da PF, Galloro diz que Lava Jato 'continua forte'
Ele irá substituir Fernando Segovia, demitido após três meses no cargo
O novo diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, disse na cerimônia de posse nesta sexta-feira (2) que, em sua gestão, a operação Lava Jato "continua forte".
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Galloro assume no lugar de Fernando Segovia, demitido do cargo após 3 meses, em razão de declarações que causaram desgaste dentro do governo.
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A nomeação de Galloro foi um dos primeiros atos do ministro Raul Jungmann à frente da recém-criada pasta da Segurança Pública, à qual a PF passa a ser subordinada.
Em discurso, o novo diretor-geral citou seu histórico no combate à corrupção.


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"Estive presente em momentos difíceis e em momentos de conquistas: nas indicações de chefias, nas decisões estratégicas do Conselho Superior de Polícia e também na operação Lava Jato, inclusive na criação da Coordenação Geral de Combate à Corrupção", afirmou.
"Por essa razão, não faria sentido adotar agora postura diversa da que tenho seguido. A Lava Jato continua forte [...] e desde já reafirmo o compromisso do ministro Jungmann de reforçar a equipe", completou Galloro.
Discurso de Segovia
Segovia e o ministro da Justiça, Torquato Jardim, também discursaram. O ministro deu as boas vindas a Galloro e afirmou que o trabalho de Segovia foi "muito mais profícuo e permanente do que querem acreditar".
O agora ex-diretor-geral disse que considera mais importante "a continuidade do trabalho". "As pessoas passam, a instituição permanece", afirmou.
Perfil
Segundo o blog do Matheus Leitão, Galloro é apontado dentro da corporação como um profissional cauteloso e discreto, investigador de perfil bastante diferente do seu antecessor, Fernando Segovia.
De perfil técnico, Galloro ocupava o cargo de secretário nacional de Justiça, órgão do Ministério da Justiça, mas o seu nome já era cotado para a direção da PF desde o fim do ano passado, quando Leandro Daiello deixou o comando da PF após quase sete anos.
Galloro era o preferido do ministro da Justiça, Torquato Jardim, mas acabou perdendo a nomeação diante do apoio da cúpula do PMDB a Segovia.
Na época, além de ser o braço direito de Daiello, Galloro atuava no Comitê Executivo da Interpol.
Ele ingressou na Polícia Federal em 1995 e ocupou cargos como adido em Washington, diretor-executivo, diretor de Administração e Logística, superintendente em Goiás, além de chefe-adjunto em Pernambuco e da Divisão de Passaportes. Chefiou ainda o grupo de inteligência policial e fiscalização de drogas do Estado de São Paulo.
Antes de entrar na PF, exerceu a função de conciliador de um juizado informal na comarca de Votuporanga (SP) e foi oficial de Justiça no Tribunal Regional do Trabalho em Campinas (SP).
