Casa de Custódia de Maceió excede em 63% a capacidade de presos
Outras unidades do estado também apresentam superlotação de presos provisórios
A superlotação na Central de Flagrantes de Maceió não é novidade. Mais uma vez, na manhã desta terça-feira (27), os agentes da Polícia Civil que trabalham na unidade tiveram de exercer suas atividades atentos ao limite - estabelecido pela Justiça - de 24 presos, com alguns deles, inclusive, sendo algemados fora das celas.
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E a situação que põe em risco não apenas os agentes de segurança não se restringe à central. Dados da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) apontam que o sistema prisional também passa pela mesma dificuldade, com a carceragem da Casa de Custódia, destinada aos presos provisórios, funcionando 63% acima de sua capacidade.
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Com a superlotação da Central de Flagrantes, o delegado plantonista fica impedido de realizar novas prisões, como determina a Vara de Execuções Penais, o que desencadeia outros problemas, com os policiais militares enfrentando longa espera para a confecção de um flagrante - quando poderiam, havendo celeridade no procedimento, retornar às ruas, para o policiamento ostensivo, num curto espaço de tempo.
Quando saem da Central de Flagrantes, os presos são encaminhados para a Casa de Custódia de Maceió, o que aconteceu na manhã desta terça-feira, a fim de conferir novas vagas para os presos que chegam da especializada da Polícia Civil no bairro do Farol. Este vai e vem de presos, apesar de dinâmico, acaba resultado na lotação da Casa de Custódia - que tem capacidade para 240 vagas, mas, hoje, abriga 392 presos, 152 a mais do que o limite.


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A superlotação também acontece em outras unidades do sistema, a exemplo do Cyridião Durval e do Presídio de Segurança Máxima (PSM). O primeiro, conforme dados da Seris, tem capacidade para 404 presos, sendo que, atualmente, abriga 643, perfazendo 239 detentos a mais. O PSM, por sua vez, tem capacidade para 192, porém, hoje, reúne 286, ou seja, 94 acima do permitido.
Já o presídio Baldomero Cavalcanti também enfrenta o mesmo problema. A capacidade é de 773, mas há 867 presos naquela unidade.
Os números mostram que 4.593 é o número da população carcerária recolhida às unidades prisionais de Alagoas, com 1.967 no regime semiaberto e 1.442 no aberto. Quatro estão em presídios federais, enquanto 252 presos em delegacias da capital e interior.
Do total no semiaberto, 947 estão sendo monitorados por meio de tornozeleira eletrônica. Já se somados todos os presos, independentemente do tipo de sanção, o número chega a 8.258.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Seris garantiu trabalhar para diminuir o número de presos excedentes nas unidades prisionais, mediante a expectativa de construção de novos presídios, além da ampliação das unidades que já estão em funcionamento na capital e no interior.
